Professora é perseguida pela extrema-direita e demitida de escola em que trabalhava

escola-sem-partido

Da redação – Uma professora de história de Santo André, funcionária da Escola Liceu Jardim, foi demitida na terça-feira passada (30/10) por conta de ausências realizadas por causa da perseguição cometida pela extrema-direita em seu local de trabalho, durante o período eleitoral. O patrulhamento da extrema-direita a deixou extremamente pressionada, de forma que teve crises de choros em casa, com medo das agressões dos fascistas.

Há 3 anos na instituição, por ter discutido política na sala de aula, pela vontade dos próprios alunos, e anunciado que nunca votaria em Jair Bolsonaro, começou a ser perseguida pela direita. Os pais passaram a denunciá-la nas redes sociais e ameaçaram de persegui-la judicialmente. Para eles, tratava-se de “doutrinação comunista”, afirmação recorrente utilizada pela direita, que são em sua grande maioria uma escória ignorante.

A Escola optou por demiti-la, uma forma de censura, que demonstra como as escolas particulares atacam facilmente seus funcionários. O sindicato dos professores irá realizar uma manifestação em frente ao colégio, amanhã (06/11) para denunciar a demissão e a ofensiva da extrema-direita com o projeto fascistas de censura “Escola Sem Partido”, que proíbe a liberdade de expressão em sala de aula.

Por isso, é preciso formar comitês de luta contra o golpe nas escolas, para combater esses ataques contra os princípios mais fundamentais da educação: a livre expressão.