Ataque às manifestações
Diante da reação radicalizada dos negros e da juventude às mortes da polícia, imprensa capitalista busca atacar as manifestações
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Policiais tentam reprimir protestos nos EUA | Fonte: REUTERS / Lucas Jackson

Diante do crescimento das mobilizações nos EUA contra a morte do jovem negro, George Floyd, em Mineápolis na semana passada, a imprensa capitalista e o próprio imperialismo buscam salvar a pele da polícia assassina e do regime político. Utilizando-se da “ciência”, o jornal The New York Times publicou uma matéria, a qual seria o resultado de uma pesquisa feita por um professor de Harvard, Roland Freyer.

A suposta pesquisa contabilizou cerca de 1.332 casos de uso de arma de fogo entre os anos de 2000 e 2016. De acordo com o resultado do estudo, havia maior probabilidade do policial disparar a arma, sem ter sido atacado, quando o suspeito era branco. Ou seja, para o pesquisador as chances de um branco morrer assassinado pela policia era maior do que as de um negro. Uma farsa completa.

Um outro detalhe do truque para atacar as mobilizações, é que o pesquisador que realizou o estudo é negro, o que legitimaria os dados. É preciso ter claro que a suposta pesquisa não passa de uma forma de ataque da imprensa capitalista e da própria burguesia norte-americana contra a reação explosiva dos negros norte-americanos, da juventude, contra a morte brutal e covarde de George Floyd, asfixiado por um policial no meio da rua.

As manifestações demonstram a cada vez mais crescente polarização política da sociedade norte-americana, dos setores mais pobres e oprimidos, os negros, a juventude e a própria classe trabalhadora diante da completa falência do sistema capitalista com a crise econômica e o genocídio provocado pela pandemia. Uma tendencia de mobilização e luta que tende a se acentuar em diferentes países.

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