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Com vistas a agilizar a prisão de Lula, outro elemento golpista dentro do Ministério Público Federal (MPF), o procurador regional da República Maurício Gotardo Gerum sai em defesa das arbitrariedades da Lava Jato e tenta eliminar o direito de defesa do ex-presidente, classificando as medidas processuais tomadas por seus advogados como “má-fé processual”.

Em sua opinião, apresentar documentos que possam levar à absolvição do acusado ou à nulidade do processo criminal equivale a “tumultuar o processo”, fomentar teorias conspiratórias e, em última instância, a um erro técnico que desrespeita o próprio Poder Judiciário.

Ao longo destes dias, a defesa do ex-presidente no caso “tríplex” juntou três novas provas da farsa que é este processo, como a declaração de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, contrariando as alegações de Leo Pinheiro, delator interessado em firmar acordo com o MPF e ter sua pena reduzida, tidas como decisivas para fundamentar a condenação de Lula; o depoimento prestado por Márcio Faria, executivo da Odebrecht, indicando novas contradições no sistema de pagamento de propinas do suposto esquema de corrupção do caso, tão necessário para sustentar a tese de acusação da Lava Jato; e finalizou demonstrando que, por meio das palestras de duas autoridades da Justiça dos Estados Unidos, pode-se confirmar que o processo contra Lula decorreu de contatos extraoficiais e sigilosos entre membros do MPF e agentes do Departamento de Justiça Norte-americano, devendo, por esta razão, ser considerado um processo totalmente nulo.

O MPF precisa manter a fraude e, com o apoio da imprensa golpista, classificou todas estas provas como maliciosas e irrelevantes para o julgamento.

É preciso dizer que a tentativa de eliminar a defesa de acusados em processos judiciais é uma medida típica dos estados de exceção, que afronta o princípio da verdade real, o contraditório, e o exercício da advocacia, que inclui o próprio direito de defesa.

Tudo isto está relacionado com o aprofundamento do golpe de Estado de 2016, que resultou na derrubada criminosa de Dilma Rousseff, e na tomada do poder por parte de traidores da nação, escravagistas do povo e entreguistas do patrimônio nacional, a serviço dos interesses do imperialismo.

Diante dos fatos, se não houver uma forte mobilização de rua contra a perseguição e a prisão do maior líder político do país, o ex-presidente Lula, todos aqueles que de qualquer forma ameaçarem os planos dos golpistas também estarão sujeitos a processos judiciais arbitrários como este do “tríplex”, e o direito de defesa será totalmente abolido, como prelúdio de uma nova ditadura, da qual, a bem da verdade, nós já estamos bem próximos.

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