Futebol
Suíça levou 15 anos de investigação inconclusivos sobre dirigentes alemães
Foto: divulgação. |

Em 27 de abril de 2005, movimentações financeiras de aproximadamente 6,7 milhões de euros realizadas através de bancos suíços tonaram dois ex presidentes da Federação Alemã de Futebol, um ex tesoureiro desta e um ex secretário geral da FIFA suspeitos de fraude. O que no entanto, por ter completado exatos 15 anos na segunda feira prescreve o processo.

Acredita-se que estas movimentações decorrem de trocas de favores entre um ex diretor financeiro da FIFA e a federação alemã com vistas a ampliar o repasse da FIFA para o Comitê Organizador Alemão e outra hipótese seria da compra de votos para que a Copa de 2006 fosse realizada onde foi. Fato é que a verdadeira causa para tais transações seguiram sem explicações por 15 anos.

De acordo com a ministra da justiça da Suíça, houve lentidão no processo, onde a pandemia de COVID19 foi usada como pretexto para a prescrição e alguns especialistas afirmam que pode ter havido procrastinação em razão da proximidade entre Gianni Infantino, atual presidente da FIFA e o diretor da Procuradoria Geral da Suíça.

Ainda assim os cartolas envolvidos nesse processo permanecem sob investigação, dessa vez na Alemanha por evasão fiscal, no entanto a acusação contra estes só fora efetivada em agosto de 2019. Independentemente da culpa ou não dos suspeitos, algo que não fora apurado, observa-se o contraste quando observados casos que envolvem cartolas sul americanos, onde os processos foram de fato rapidamente solucionados, evidenciando-se as disputas capitalistas e interesses imperialistas sobre o futebol.

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