Privatização é demissão e terceirização: seis mil funcionários da Eletrobras têm seus empregos ameaçados

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Um dos objetivos do golpe de Estado é entregar todo o patrimônio nacional para os abutres capitalistas internacionais. Um exemplo claro é o que está acontecendo com uma das maiores companhias do país, a Eletrobrás. Está para ser aprovada ainda esse primeiro semestre na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei que visa privatizar a companhia.

Ao contrário do discurso da direita, de que as empresas estatais dão enormes prejuízos para os cofres públicos, a estatal tem apresentado no último período números muito positivos. A companhia registrou lucro bruto de R$ 29,6 bilhões no segundo trimestre de 2016, mais de nove vezes acima dos R$ 3,2 bilhões no segundo trimestre de 2015. A empresa teve despesa operacional no segundo trimestre de 2016 de R$ 6,7 bilhões, em alta de 63,4% ante despesa operacional de um ano antes, de R$ 4,1 bilhões. A Eletrobras saiu de prejuízo operacional de R$ 927,0 milhões no segundo trimestre de 2015 para lucro operacional de R$ 22,9 bilhões no segundo trimestre de 2016. A companhia teve despesa financeira líquida de R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre de 2016, quase cinco vezes maior do que a despesa financeira líquida de R$ 263,6 milhões de um ano antes.

De acordo com o plano dos golpistas, no entanto, a privatização visa entregar de mão beijada todo esse patrimônio para o capital estrangeiro. Logo após a privatização, mais de 6 mil trabalhadores seriam demitidos devido ao Plano de Demissão Consensual, como definiu o próprio presidente da empresa, o número de demissões pode chegar até 10 mil. O objetivo é reduzir o quadro de funcionários de 22 mil para 12 mil até o final do ano.

Como se pode ver, a privatização significa o desmonte da empresa. Os prejuízos, é claro, irão afetar diretamente o consumidor. O aumento da conta de energia para favorecer os lucros dos capitalistas tende a ser uma das políticas a serem adotadas.

A única saída contra esse assalto ao patrimônio público é a mobilização popular contra privatização da empresa e, em primeiro lugar, contra o golpe de Estado, que é a causa de todos os ataques que a população vem sofrendo. É necessário organizar os comitês de luta contra o golpe em todas empresas, reunir os trabalhadores e fazer uma ampla campanha contra os golpistas.