CEB na mira dos golpistas
A negociata do governo Ibaneis vai no sentido doar a empresa através de leilão na Bolsa de Valores de São Paulo
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Companhia Energética de Brasília | Foto: Reprodução

O governador golpista do DF, Ibaneis Rocha (MDB), pretende dar o tiro de misericórdia para a privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB), uma das empresas estatais mais importantes da cidade, com a aprovação, pelo conselho administrativo e de acionistas, da entrega da empresa, que é responsável pelo abastecimento de energia elétrica de todo do DF, por um preço de banana.

A Companhia Energética de Brasília atende mais de 3 milhões de pessoas em todo o Distrito Federal, com cerca de 700 empregados, com um faturamento anual de mais de R$ 4 bilhões (dados de 2019) com o Governo do Distrito Federal detendo 80% das suas ações.

A negociata do governo Ibaneis vai no sentido doar a empresa, através de leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), de 51% das suas ações, passando para a iniciativa privada o seu controle, por uma bagatela de R$ 1,4 bilhão, um presente de pai para filho quando, só de valores a receber, a CEB tem, em valores atualizados, R$ 1,5 bilhão; valor acima do preço mínimo estipulado para a sua venda.

A negociata conta com a participação do governo ilegítimo Bolsonaro, via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), que assessorará a transação da privatização, ou seja, a utilização dos recursos públicos para financiar capitalistas privados na compra do patrimônio do povo de Brasília.

A operação realizada por Ibaneis e Bolsonaro é uma manobra para facilitar a privatização da CEB e beneficiar os amigos do governo na compra da empresa. Em qualquer privatização o ponto mais importante e delicado é a definição do preço das empresas e, portanto, as referências que devem nortear a valorização ou desvalorização das ações. Neste caso a companhia está sendo transferida no escuro. Se ninguém exige uma definição, hoje, do valor da CEB, o que pode ser esperado daqui a 39 meses ou do fim do prazo, que pode ser prorrogado até a conclusão do processo? Estamos presenciando o ditado popular da raposa que toma conta do galinheiro.

A privatização da CEB é mais uma ataque contra a população e, em particular, contra os trabalhadores da empresa. Todas as privatizações significaram a entrega do patrimônio público em benefício de grandes banqueiros e capitalistas. Por isso é necessário apresentar um programa de luta que permita aos trabalhadores intervir na “crise” da empresa e do próprio Estado. Não às privatizações, não a privatização da CEB. Pelo controle dos funcionários sobre a empresa. Por auditorias, sob o controle dos trabalhadores, para determinar os responsáveis pelas dívidas, tão anunciadas pelo governo como justificativa, e punição dos responsáveis.

Se por um lado o papel de Ibaneis é o de procurar recuperar a capacidade do Estado de servir de instrumento para a acumulação de riquezas nas mãos de grandes grupos capitalistas, através de um brutal ataque às já precárias condições de vida das massas, por outro o “sucesso”dessa ofensiva está diretamente ligado à política das direções do movimento operário que se colocam numa única perspectiva de pressão ao parlamentares direitistas da Câmara Legislativa do DF ou, do também direitista Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC-DF) e, se colocam na contramão das necessidades dos trabalhadores quando fecham as portas do sindicato num momento em que os patrões se aproveitam da crise da pandemia do coronavírus para aprofundar os ataques aos trabalhadores.

Somente uma política de completa independência diante do governo e dos patrões poderá barrar a ofensiva reacionária da direita golpistas diante da enorme crise do Estado. O que se coloca para os trabalhadores e para o ativismo classista é a organização de um congresso dos trabalhadores de todas as empresas estatais do DF, que passam pelo mesmo processo de privatização, para organizar a reação.

Os trabalhadores da CEB, junto com as suas organizações de luta devem, imediatamente, organizar a greve da categoria e, se for necessário, ocupar a empresa, métodos tradicionais de luta da classe trabalhadora, para impedir a sua privatização.

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