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Ofensiva fascista
Privatização da Caixa, novo grande ataque de bolsonaro ao povo
A privatização do banco acabará com programas e serviços como saneamento básico, financiamento estudantil (Fies), Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida. É preciso barrá-la
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Ofensiva fascista
Privatização da Caixa, novo grande ataque de bolsonaro ao povo
A privatização do banco acabará com programas e serviços como saneamento básico, financiamento estudantil (Fies), Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida. É preciso barrá-la
Paulo Guedes e Pedro Guimarães, observados por Bolsonaro e Mourão (Foto: Presidência da República)
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Paulo Guedes e Pedro Guimarães, observados por Bolsonaro e Mourão (Foto: Presidência da República)

Governo Bolsonaro deu início ao processo de privatização da Caixa Econômica Federal. As informações foram divulgadas na imprensa burguesa na última segunda (6), através de uma coluna no jornal O Estado de São Paulo, na qual a Caixa começará a ser privatizada através da abertura de capital da Caixa Seguridade, holding que cotrola os negócios em seguros do banco público.

O banco imperialista Morgan Stanley deve ser contratado pelo governo Bolsonaro para assessorar a Caixa na seleção dos compradores da Caixa Seguridade. Desde o início de 2019, a nova direção do banco, sob a gestão de Pedro Guimarães (genro de Léo Pinheiro, que mudou a sua delação para incriminar Lula), executa o “desinvestimento” do banco, com a venda de ativos da Caixa na Bolsa de Valores pela primeira vez em 158 anos!

Não por acaso, o atual presidente do banco é especialista em privatizações. Guimarães foi assessor na venda do Banespa, funcionário de Paulo Guedes no BTG Pactual e é sócio do banco de investimento Brasil Plural. Mais, os golpistas estão priorizando a venda das subsidiárias que dão mais lucro, como o setor de Cartões, Seguros e loterias e a gestão de ativos, podendo a gestão do FGTS também ser privatizada.

No entanto, além da entrega das subsidiárias para os banqueiros e capitalistas, a direção do banco vem aplicando uma reestruturação dentro da empresa. Colocou no olho da rua, através do Plano de Demissão “Voluntária” (PDV) dezenas de milhares de trabalhadores, resultando no fechamento de centenas de agências, arrocho salarial, diminuição de funções gratificadas e cargos em comissão, dentre diversas outras medidas, no sentido de “enxugar” o banco e preparar o caminho para sua privatização.

A Caixa Econômica Federal é um dos bancos mais importantes do País, responsável por programas sociais e de habitação. Vender o banco significaria acabar com programas e serviços como saneamento básico, financiamento estudantil (Fies), Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida. Ou seja, atingirá negativamente dezenas de milhões de brasileiros. É neste sentido que os golpistas iniciaram o processo pela Caixa Seguridade, estão procurando fatiar a privatização.

Para lutar contra a privatização, bancários e trabalhadores ligados ao banco criaram um comitê em defesa da Caixa e agruparam uma lista razoável de organizações, como: Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Federação Nacional dos Gestores da Caixa Econômica Federal (Fenag), Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal (Fenacef), Associação dos Advogados da Caixa Econômica Federal (Advocef), Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa Econômica Federal (Aneac), Associação Nacional dos Auditores Internos da Caixa Econômica Federal (AudiCaixa), Associação Nacional dos Técnicos Sociais e Assistentes de Projetos Sociais da Caixa Econômica Federal (Social Caixa), Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) e Fórum Nacional da Reforma Urbana (FNRU), além das centrais sindicais CUT, CTB, Intersindical, CSP/Conlutas e UGT.

No entanto, o método de luta parcial empregado até então não surtiu nenhum efeito que impedisse os golpistas de prosseguirem com a privatização. Como no caso da Petrobras, a necessidade dos golpistas em destruírem as estatais, de abrirem caminho para que o imperialismo roube e explore o patrimônio nacional, é maior do que a luta defensiva, parcial, por um ou outra pauta ou empresa pública. Caixa, Petrobras e demais estatais, estão na mira dos golpistas pelo que representam em termos de desenvolvimento e soberania nacional em oposição ao imperialismo. A única forma de defendê-las, portanto, é através de uma luta frontal contra os golpistas, que são a representação oficial do imperialismo no País. É preciso organizar os trabalhadores da Caixa e suas reivindicações num movimento de luta geral dos trabalhadores, que unifique atrás de si todas as suas pautas e as direcione de forma centralizada contra os golpistas.