“Privatização da água”: Suposta dessalinização de Bolsonaro vai beneficiar capitalistas israelenses

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Da redação – A promessa do presidente eleito pela fraude eleitoral, e, portanto, ilegítimo, Jair Bolsonaro, de dessalinizar água do mar para levar água do Nordeste, não passa de um projeto imposto pelo imperialismo para beneficiar capitalistas de Israel.

Conforme reportagem da Rede Brasil Atual, ao enviar o ministro Marcos Pontes para “estudar” a dessalinização realizada em Israel, o novo governo golpista estará convidando empresários israelenses para explorarem o suposto projeto de infraestrutura e lucrar com isso.

As companhias instalariam as usinas, fariam a distribuição da água dessalinizada e depois enviariam a fatura cobrando pelo serviço prestado. “É a privatização da água, com certeza. Que chegaria muito cara, porque para além do processo de dessalinizar, é preciso o processo de transporte para levar a água às casas e à agricultura familiar, que está espalhada por todo o semiárido”, disse ao portal um dos coordenadores da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), Antônio Barbosa.

A reportagem lembra ainda que Israel domina a tecnologia mundial de dessalinização e que em março de 2018 mais de dez empresas do país artificial estiveram em Brasília no 8º Fórum Mundial da Água.

Bolsonaro não passa de um pau-mandado do imperialismo, especialmente do norte-americano. E Israel é associado ao imperialismo norte-americano, sendo um Estado cliente criado artificialmente no Oriente Médio para sustentar o domínio imperialista na região. Ao mesmo tempo, com o apoio dos Estados Unidos, Israel ganhou força para ser um instrumento de dominação imperialista e suporte às ações dos EUA pelo mundo, como, por exemplo, o golpe de Estado no Brasil.

A aproximação de Bolsonaro ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não tem nada de “ideológica”. É uma “aproximação” imposta pelo imperialismo, assim como com os EUA, para que Bolsonaro entregue as riquezas naturais e recursos nacionais do Brasil aos monopólios imperialistas, como é o caso do suposto projeto de dessalinização da água do mar para abastecer o sertão nordestino, beneficiando as companhias monopolísticas de Israel.