Privatização
Mais de 870 pontos de atendimento serão afetados
São Paulo- SP- Brasil- 13/09/2016- Agências bancárias na avenida Angélica, fechdas devido a greve dos bancários.

Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas
Bancários em greve | Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas
São Paulo- SP- Brasil- 13/09/2016- Agências bancárias na avenida Angélica, fechdas devido a greve dos bancários.

Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas
Bancários em greve | Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

Além de lidar diariamente com o assédio, os funcionários do Banco do Brasil recebem um ótimo presente no início do ano. Cinicamente chamado de reestruturação, o plano que objetiva demitir 5 mil funcionários, fechar mais de 400 agências e tantos outros postos de atendimento, agravará ainda mais a situação já caótica do atendimento à população. O plano prevê mudanças em 870 pontos de atendimento. Várias cidades ficaram sem atendimento do Banco após o acordo encerrado com os Correios, e com a reestruturação, o quadro será ainda pior. O objetivo é claro, sucatear o máximo o Banco do Brasil e prepará-lo para a privatização.

O encerramento das atividades de agências e a demissão dos funcionários, não é a única perda que os funcionários do Banco do Brasil terão que amargar. Além da sobrecarga de trabalho gerada em vários setores, ocasionada pela falta de funcionários, os caixas executivos perderão a sua comissão. Esse tipo de decisão da direção do Banco é um duro ataque aos trabalhadores que atualmente estão trabalhando em Home Office, devido a pandemia. Mas claro, para a direção eleita por um governo ilegítimo, o corte da comissão de milhares de trabalhadores é justificada, desde que seja para facilitar cada vez mais a privatização e garantir o lucro dos vampiros na Bolsa de Valores.

Os ataques aos trabalhadores se acentuaram muito após o golpe contra a presidenta Dilma em 2016. Todavia, já desde 2015 houve uma mudança clara na direção da empresa. Se antes os planos de demissão já eram muito ruins, hoje se tornaram um verdadeiro escárnio. Não há a contratação de novos funcionários, mas sim, um aumento no número de terceirizados, dificultando assim a luta e unificação dos trabalhadores contra os ataques da direção da empresa. A destruição do caráter público da empresa e a transformação dessa instituição em um banco unicamente comercial não é nenhuma novidade.

É preciso que os sindicatos saiam do imobilismo que foi vigente até agora. É inaceitável que diante de mais esse ataque não haja nenhum tipo de manifestação que realmente deixe claro aos banqueiros qual a posição dos trabalhadores. Como foi demonstrado pelos trabalhadores chilenos no ano passado: “se podemos trabalhar, podemos protestar”.

Essa semana, vários sindicatos realizarão assembleias para decidir sobre a paralisação na próxima sexta feira. Assim como o conselho de administração decidiu que a reestruturação tem um caráter permanente, os sindicatos devem chamar os trabalhadores à greve para lutar contra as demissões, o fechamento de agências e pela contratação de mais funcionários. Contra todos os golpistas que querem acabar com o Banco do Brasil e todas as empresas públicas, greve por tempo indeterminado.

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