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De acordo com informações do Exército, os militares pretendem deixar a favela da Vila Kennedy nas próximas semanas.  As operações das forças armadas na comunidade chegaram a contar com a presença de mais de 1,4 mil soldados. O pretexto inicial para a intervenção na Vila Kennedy e em outras comunidades cariocas era o suposto problema da “segurança pública”, como foi propagado pela imprensa golpista, o “caos” na capital do estado. Apesar de todo o alarmismo, o que se viu nesse mês de intervenção militar não teve nada a ver com qualquer operação contra a violência, o tráfico de drogas, nenhuma manchete estampando alguma operação contra os “temidos” traficantes que ocupam os morros, muito pelo contrário, o que não faltaram foram abusos por parte das forças armadas.

A intervenção do exército pôs abaixo a máscara do combate ao crime e revelou o verdadeiro objetivo da operação: instaurar um regime de repressão e terror contra o povo. Se não houve nenhuma notícia de combate ao tráfico, o que não faltaram foram denúncias de humilhações por parte dos moradores, como os fichamentos que foram feitos, as revistas ilegais, inclusive em mochilas das “perigosas” crianças, moradoras das comunidades, enquanto seguiam para a escola. Denúncias relacionadas à prisões ilegais, invasão de casas e mortes também não faltaram. Dentre a mais recente, está a morte por execução da vereadora Marielle Franco, do PSOL, a qual integrava uma comissão da Câmara responsável por fiscalizar a ação do Exército.

Toda a justificativa utilizada para tentar legitimar a ação das forças armadas caiu então por terra. A intervenção, nesse sentido, não passa mesmo de uma operação de pura e simples repressão contra o povo pobre, um verdadeiro “laboratório”, como salientou o general interventor, Braga Neto, para futuras operações em outros estados, capitais e cidades do país.

Trata-se de uma operação de preparo para o golpe militar. O Exército toma as ruas, enquanto os generais tomam conta do governo, ocupando ministérios importantes e gabinetes, como o Gabinete de Segurança Institucional, GSI, ocupado pelo general Sérgio Ecthegoyen. Os generais estão transformando o país em refém de suas ameaças, o próprio governo golpista de Temer virou um fantoche dos interesses dos generais, basta ver a verba de R$ 1 bilhão destinada por Temer ao Exército no Rio, obra da pressão e da exigência do general Braga Neto.

Enquanto os militares tomam conta da situação política, a esquerda entra de cabeça nas ilusões eleitorais. É preciso voltar para a realidade dos fatos e fazer uma ampla campanha de denúncia contra a intervenção militar no Rio de Janeiro e contra o golpe militar. É necessário vincular a ameaça dos militares com a cada vez mais iminente prisão do ex-presidente Lula. Somente a mobilização popular pode impor uma derrota de verdade à ofensiva dos militares e ao golpe de estado.

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