Prisão de Temer é arbitrária e revela divisão profunda na direita golpista

POSSE MINISTRO-SECRETARIA GERAL DA PRESIDÊNCIA

Da redação – O golpista Michel Temer, ex-presidente usurpador, entregou-se para a polícia na tarde desta quinta-feira (9). Pouco antes das 15h, Temer se apresentou na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo. Até o momento, ainda não foi decidido onde ele ficará preso.

Temer ainda não foi condenado em nenhuma instância, e ficará em prisão preventiva. O recurso à prisão preventiva deveria ser justificado pelo risco de fuga ou de que os supostos crimes cometidos pelo acusado possam estar sendo continuados. No entanto, as acusações referem-se a 2017. Tudo indica que se trata de mais uma prisão preventiva abusiva, método da justiça que se tornou banal contra políticos desde a Lava Jato.

Sob a prisão preventiva, Temer ficará preso sem prazo determinado para sair. Uma prisão indefinida enquanto é investigado.

Em 2016, quando Dilma Rousseff foi derrubada em um impeachment fraudulento, em uma operação que foi um golpe de Estado realizado pela direita e pelo imperialismo, toda a direita estava unida por trás de Temer contra o PT e contra o conjunto dos trabalhadores. Agora, passados três anos de governo golpista, a direita golpista está dividida, e isso se reflete na prisão arbitrária de Temer, que representa um setor poderoso da direita.

Temer já tinha ficado preso em março, e entrou com um recurso que o tirou da prisão depois de quatro dias. Agora, o TRF-2 derrubou o recurso. Temer e réu em seis ações. Duas delas no Rio de Janeiro, como parte da Lava Jato, que o levaram à prisão.