Prisão de Temer: a imprensa burguesa já sabia, o que mostra que ela atua junto ao imperialismo e à Lava Jato

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Da redação – Hoje (21), jornalistas da imprensa burguesa e agentes da Polícia Federal amanheceram na portaria do prédio onde mora o ex-presidente golpista, Michel Temer, em São Paulo.

Segundo a PF, a operação era para prender o golpista Temer e outros nove envolvidos em processos de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, e foram ordenadas pelo juiz Marcelo Bretas, agente no Rio de Janeiro da operação de desmonte do País, a Lava Jato.

Michel Temer foi conduzido pela PF em seu próprio veículo com motorista particular, até a sede da PF em SP, onde será levado para o aeroporto para embarcar para o Rio de Janeiro, onde cumprirá prisão preventiva.

O que chama a atenção, não por ser algo novo, mas por ser frequente, é a presença da imprensa golpista no exato local e horário das prisões efetuadas no âmbito da operação montada pelo imperialismo para desestabilizar a política e a economia nacional e entregá-la aos grandes monopólios.

O fato de jornalistas terem informação da prisão de uma pessoa, antes mesmo dela, como no caso de Temer, demonstra claramente que o nível de controle ou parceria que a imprensa exerce sobre a justiça é muito grande.

Alguns minutos antes de ser preso, Temer ligou a um assessor e perguntou a ele o porquê de haver “tantos jornalistas na porta da minha casa”. Ele mal sabia que seria preso, mas a imprensa burguesa sim.

Em outras prisões e conduções coercitivas, como a que Lula foi submetido de forma ilegal, o mesmo ocorria. A imprensa chega sempre antes da PF e arma todo esse circo ridículo a que somos expostos.

Até mesmo uma ex-assessora do juiz que prendeu Lula para virar ministro de Bolsonaro, Sergio Moro, admitiu que a imprensa burguesa direitista sempre atuou intimamente junto com os agentes imperialistas da Lava Jato, sendo um importante órgão da direita para sua campanha contra adversários políticos, e tendo ela mesma grande poder político, como é o caso famoso da Rede Globo.

A operação Lava Jato é uma das maiores fraudes jurídicas da história do Brasil e, dentre outras tarefas, cumpre o papel de politizar a justiça, o poder mais reacionário da República, que se torna capaz de alterar os rumos políticos do País.

Foi através dessa operação que a burguesia, usando os veículos de imprensa golpista, conseguiu produzir o presidente ilegítimo Bolsonaro, após retirar de forma ilegal o ex-presidente Lula da disputa eleitoral para presidência em 2018.

A Lava Jato é uma ferramenta do imperialismo norte-americano para controlar a política brasileira.

Por isso que pedir a liberdade para Lula impõe levantar a palavra de ordem “Fora Bolsonaro” e todos os golpistas, uma vez que se Lula estivesse livre, Bolsonaro estaria efetivamente fora.