Poesia brasileira
Olavo Bilac foi considerado o poeta oficial do Brasil em sua época. Sua obra prima, Poesias (1888), é composto de sonetos de forma quase impecáveis, o que eternizou o poeta.
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Olavo_Bilac
Foto de Olavo Bilac em 1895 | Foto: Reprodução
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Foto de Olavo Bilac em 1895 | Foto: Reprodução

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, mais conhecido somente como Olavo Bilac, foi um dos principais poetas do século XIX no Brasil. Olavo nasceu no Rio de Janeiro, então capital do Império Brasileiro, e teve a infância comum da classe média brasileira da época. Sua educação foi tradicional e com quinze anos conseguiu autorização especial para ingressar na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Porém, frequentou este e outro curso à contragosto e à mando do pai, que era médico.

Teve seu primeiro contato com a escrita na Gazeta Acadêmica, o que despertou seu interesse. Bilac se torna jornalista e poeta. Até hoje não é incomum que jornais mais tradicionais veiculem poesias, eis um dos prováveis meios pelos quais o autor conheceu as artes poéticas. Quando jovem, Olavo também frequentava as rodas da boêmias carioca e também as rodas de literatura. A influência de jornalista e poeta o conduziram ao cargo público de inspetor escolar no Colégio tradicional Pedro II, algo muito valorizado na época. Era muito comum que artistas, acadêmicos e intelectuais procurassem concorrer aos cargos professorais.

O escritor foi amadurecendo e se especializando na composição de sonetos, textos publicitários, crônicas e livros escolares. Contribuiu para diversas publicações periódicas como as revistas: A Imprensa (1885-1891), A Leitura (1894-1896), Branco e Negro (1896-1898), Brasil-Portugal (1899-1914), Azulejos (1907-1909) e Atlântida (1915-1920). É importante ressaltar que durante toda sua curta vida, o autor se manteve ativo com importantes contribuições.

Sua principal contribuição e que o imortalizou do ponto de vista artístico foi sua obra Poesias (1888). Seus sonetos foram veiculados pela primeira vez nos jornais cariocas em 1884, sendo o primeiro deles “Sesta de Nero”. Foi bastante elogiado pelos artistas da época, inclusive por Artur de Azevedo, o poeta e contista irmão de Aluísio de Azevedo. Ademais, Olavo escreveu diversos livros escolares juntamente com seus amigos Coelho Neto e Manuel Bonfim. Também possui material de autoria independente.

O “Príncipe dos poetas” viveu uma vida curta e repleta de amores não concretizados e não totalmente correspondidos, o que pode ter contribuído para a formação da personalidade artística do escritor. Dentre os artistas parnasianos, do qual o autor é o grande expoente brasileiro, ele é o menos “burocrático” e o mais criativo de todos. É possível falar que do ponto de vista da forma, seus sonetos são muito próximos da perfeição, um símbolo da busca pela forma do parnasianismo.

Embora as críticas do movimento modernista brasileiro às obras parnasianas tenha se focado quase que exclusivamente em criticar o autor, é natural pensarmos que os modernistas ao tentar superar e fazer avançar as concepções estéticas e artísticas criticassem o movimento anterior, na tentativa de superá-lo. Nesse sentido, é correto valorizar a contribuição que foi proporcionada pelo escritor à luz de sua época. A liberdade de produção artística deve ser plena, todos movimentos devem sim poder ter sua posição própria e independente. É também um direito defender suas concepções.

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