FHC pelo “fica Bolsonaro”
Em entrevista à revista Época, FHC reafirma compromisso da direita com bolsonarismo e consequentemente, o perigo da frente ampla aos trabalhadores
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Funcionários da burguesia | Foto: Reprodução/Época

Repetindo a política geral da direita, em defesa do bolsonarismo, o ex-presidente FHC deu uma entrevista à revista Época dizendo não ver “uma organização de corrupção” no governo ilegítimo de Jair Bolsonaro, o que se trata de uma senha para defender o “fica Bolsonaro”, o que é coerente com a política geral do golpista mas dá nova concretude ao fracasso inevitável da frente ampla contra Boslsonaro, uma articulação que simplesmente não pode prosperar em nenhum aspecto que interesse aos trabalhadores, na medida em que tem como pressuposto essencial a aliança de partidos de esquerda interessados em derrotar o bolsonarismo com direitistas que se dizem contrários a uma ou outra peculiaridade do fascista mas que apoiam sua política e se manifestam publicamente contra o fim do regime.

Sem surpresa, a posição do tucano é a mesma do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que num ato de quase escárnio disse não ver crime no governo, cuja política é diretamente responsável por dezenas de milhares de mortes no Brasil em decorrência da pandemia, que também já produziu milhões de doentes. Cumpre lembrar a diferença de tratamento em relação à ex-presidenta Dilma Rousseff. Derrubada sob uma alegação mentirosa de irregularidades contábeis, o processo de impeachment da petista teve FHC como um dos maiores articuladores da campanha golpista.

Incapaz de recompor o centro político do País, os dois principais partidos da direita, PSDB e DEM, precisam manobrar constantemente com a esquerda para conseguir dar alguma estabilidade ao regime em decomposição, e aqui entra o interesse real da direita na frente amplia, que na prática, traz a submissão da esquerda à direita e, para a luta de classes, se traduz na conivência do partidos à política de ataques brutais da burguesia contra a classe trabalhadora.

Isto fica evidente na mesma entrevista à revista da Globo, quando o golpista diz sentir-se “compelido a apoiar alguém do PSDB nas circunstâncias atuais”, completando “me sinto compelido a apoiar alguém que seja democrata e tenha condição de ganhar do Bolsonaro”, algo vago o bastante para significar muitas coisas, inclusive um ataque indireto aos setores da esquerda que, acertadamente, não permitem o avanço da frente ampla, como o ex-presidente Lula e a ala mais à esquerda no PT.

A política de frente ampla coloca-se de modo claro nos termos em que aparece na entrevista de FHC, acenos meramente simbólicos à esquerda por um lado e a defesa concreta de um regime monstruoso por outro, ao qual a grande crítica é a de não ser devastador o bastante na economia e suficientemente demagogo para disfarçar a política desejada pelos verdadeiros patrões de ambos, que é a burguesia.

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