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WikiLeaks

Principal testemunha contra Assange admite estar mentindo

Siggi, o hacker islandês, vendeu-se ao FBI e acabou virando a maior testemunha contra Assange. Este também acaba de admitir que tudo o que disse é mentira

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Thordarson e Assange em Londres, 2011 – Foto: Reprodução

Em uma entrevista ao periódico islandês Stundin, uma das principais testemunhas contra o fundador da WikiLeaks, Julian Assange, admitiu estar mentindo em seu depoimento.

Siggi, o hacker islandês

Sigurdur Thordarson, um notório hacker islandês, havia se voluntariado em 2010 para levantar fundos para a WikiLeaks, tendo na realidade utilizado esta oportunidade para desviar cerca de 50 mil dólares da organização para si mesmo. De 2010 a 2011, Thordarson por diversas vezes se passou por alguém importante dentro da WikiLeaks, tendo estabelecido contato com diversos hackers, aos quais ele ordenava a organização de ataques a sítios de instituições islandesas, além de acesso a diversos materiais destas mesmas instituições. Neste meio tempo, Thordarson também roubou dados da equipe da WikiLeaks, inclusive da advogada de Assange.

Em 2011, Thordarson acabou, sem seu conhecimento, estabelecendo contato com um hacker que havia sido preso pelo Departamento Federal de Investigação (FBI) dos Estados Unidos e, após ameaças, acabou por se tornar informante da instituição norte-americana — desta maneira, os EUA mantiveram seus olhos abertos para Thordarson, ensaiando uma oportunidade de usá-lo para a captura de Assange. Essa oportunidade apareceu quando, no mesmo ano, a equipe da WikiLeaks descobriu os truques de Thordarson e começou a ir atrás do hacker. Este então decidiu pedir ajuda à embaixada dos EUA na Islândia, oferecendo a si como informante do caso Assange — confirmando sua intenção de colaborar contra o fundador da WikiLeaks, os EUA trataram de rapidamente enviar agentes para marcar reuniões com o hacker.

Por meses, o FBI utilizou Thordarson como fonte de informação mas, conforme diversas acusações da justiça da Islândia apareceram contra ele, este interesse foi se perdendo. Entre 2013 e 2014, o hacker foi condenado por fraude, falsificação, furto e abuso sexual de menores, tendo sua pena reduzida por ter reconhecido sua culpabilidade — além disso, Thordarson foi classificado como sociopata pela avaliação psiquiátrica apresentada no tribunal, uma vez que reconhecia seus crimes, mas não sentia nenhum remorso.

Após alguns anos, em 2019, o Departamento de Justiça dos EUA voltou a entrar em contato com Thordarson, convidando-o a ser a principal testemunha contra Assange em troca de imunidade contra qualquer acusação que tivesse contra si. Além disso, o acordo afirmava que o Departamento de Justiça, caso tomasse conhecimento, não informaria a qualquer outra autoridade de possíveis crimes cometidos por Thordarson.

O testemunho desmentido

Dentre as diversas acusações contra Assange, uma das que mais chamam atenção após entender a relação de Thordarson com a WikiLeaks é a de que Assange teria ordenado o hacker a atacar os sites islandeses, inclusive a invasão dos computadores de membros do parlamento e a gravação de suas conversas. Entretanto, Thordarson agora admite que Assange nunca ordenou nenhuma dessas ações, mas apenas que ele havia recebido de terceiros alguns arquivos que supostamente continham gravações de conversas de membros do parlamento e que essa fonte gostaria de compartilhar estes arquivos com Assange. Entretanto, o conteúdo das pastas, de acordo com ele mesmo, nunca foi checado pelo hacker.

Outra acusação se refere a um documento que Assange e Thordarson teriam roubado de um banco da Islândia e falhado em descriptografá-lo. Esta é mais uma acusação com óbvias más intenções dos EUA, uma vez que, como também admitido pelo hacker, o arquivo em questão havia vazado na internet após a quebra do referido banco durante a crise de 2008 e diversas pessoas estavam tentando decifrá-lo — ou seja, esta era uma acusação que não dependia nem mesmo de Thordarson para ser constatada como falsa.

Outra acusação desmentida foi a de que Assange teria supostamente utilizado um login não autorizado para acessar um site oficial do governo da Islândia que tinha a finalidade de rastrear carros de polícia. Entretanto, de acordo com Thordarson, este acesso era legalmente seu e o havia recebido quando trabalhou como voluntário numa equipe de socorristas. O hacker ainda afirma que Assange nunca havia pedido tal acesso.

O caso Assange

Julian Assange, fundador da WikiLeaks, foi preso em 2019 após passar 7 anos exilado na embaixada do Equador em Londres, tendo seu pedido de asilo político revogado pelo golpista Lenin Moreno. Assange, por meio de sua organização, revelou diversos crimes imperialistas dos Estados Unidos por meio de milhares de vídeos, fotos e documentos e, assim como o caso já conhecido de Edward Snowden, é intensamente perseguido pelos EUA.

Após sua prisão, os EUA começaram um processo incessante para aprovar a extradição de Assange ao país, mesmo que este nunca tivesse estado lá. É certo que o fundador da WikiLeaks estaria em um perigo ainda maior caso fosse julgado pelas leis dos EUA, algo que a própria corte penal de Londres reconheceu.

O caso recente da morte de John McAfee, criador do antivírus de mesmo nome, levantou suspeitas sobre o destino de Assange. Logo após de ter recebido a notícia que seria extraditado para os EUA, McAfee foi encontrado morto em sua cela numa prisão da Espanha — uma nota encontrada em sua calça e o fato de estar enforcado pelos cadarços de seus sapatos indicam suicídio, mas sua esposa afirma que não existia motivos para isso e culpa os EUA pela morte do marido

“A Europa não deveria extraditar aqueles acusados de crimes não-violentos para um sistema judicial tão injusto — e para um sistema prisional tão cruel — que os réus nativos preferissem morrer do que tornarem-se sujeitos a isso. Julian Assange pode ser o próximo”, afirmou o já citado Edward Snowden.

É importante ressaltar que o caso Assange não irá parar por aí. Assim como utilizou Thordarson para criar diversas provas falsas, os EUA irão tentar de todas as formas incriminar Assange, ainda mais quando este já está efetivamente preso. Tudo isso só reforça que tanto Obama (que iniciou a perseguição) quanto Biden (que a continuara de modo ainda mais feroz que Trump) atendem aos interesses do imperialismo e da burguesia norte-americana, independentemente de qual face mostrem ao público.

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