Não a “pena de morte”
É preciso impulsionar a mobilização pela libertação imediata dos presos diante do avanço da pandemia
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Superlotação, falta das condições minimas de saúde: presos estão à mercê da doença |

A pandemia por coronavírus aprofunda de maneira acelerada, a cada dia que passa, o extermínio da população pobre encarcerada no país. Os dados apontam um crescimento cada vez maior do número de presos contaminados e mortos. Um primeiro exemplo é o da penitenciária da Papuda no Distrito Federal.  Até o momento são 590 presos contaminados, com uma morte registrada, isso é claro desconsiderando a subnotificação dos casos.

Na semana passada familiares dos presos realizaram um ato em Brasília exigindo a soltura dos presos por conta da pandemia.

Em São Paulo, os dados oficiais dão conta que já são 13 presos mortos por coronavírus no estado. São mais de 30 casos confirmados, também desconsiderando a subnotificação.

Nos presídios do Rio de Janeiro houve um aumento de 33% no número de mortes de presos desde o início da pandemia. Um levantamento realizado entre os dias 11 de março e 15 de maio revelou um aumento de 48 mortes nos presídios cariocas, tendo como comparação o mesmo período do ano anterior.

Nos presídios de Roraima, até o dia 9 de maio, eram 3 presos mortos pela doença, com 42 casos confirmados. Dentre os estados do norte do país, Roraima era o que se encontrava em pior situação segundo os números oficiais.

A contaminação avança sobre os presídios brasileiros. É preciso destacar que as penitenciárias nacionais são verdadeiros depósitos de pessoas, em sua esmagadora maioria pobres e negros, sem as mínimas condições básicas de higiene e saúde. Superlotados, os presos estão altamente expostos à contaminação. Trata-se também de uma política deliberada dos governos golpistas de nada fazer em relação aos presos e impor, por “fora da lei” a pena de morte contra os detentos. O Brasil possui a terceira maior população carcerária do mundo, com mais 800 mil pessoas presas.

É preciso que as organizações de esquerda e populares se mobilizem em defesa da vida dos presos, ou seja, um dos setores mais explorado, marginalizado e oprimido da classe trabalhadora. É preciso seguir o exemplo dos familiares dos presos da Papuda e impulsionar a mobilização exigindo a imediata libertação dos presos diante da política de pena de morte imposta pelos governos golpistas.

 

 

 

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