Imperialismo
A tentativa de golpe de Estado em Belarus e o apoio à Navalny são parte de um plano do imperialismo para avançar sobre a Rússia e derrubar o governo nacionalista de Vladimir Putin
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Alexei Navalny, uma espécie de Guaidó na Rússia | Reprodução

Em coletiva de imprensa, Ângela Merkel e Emmanuel Macron, dois líderes dos principais países da União Europeia (UE), afirmaram que há “falta de transparência” em relação ao caso de Alexei Navalny. Os dois chefes de Estado demonstraram estar dispostos a receber Navalny, que é  proclamado como um opositor político do atual presidente Vladimir Putin. A ONG alemã Cinema for Peace fretou um avião UTI para trazer Navalny para um hospital na capital alemã, Berlim. As autoridades russas negaram a transferência de Alexei, que está internado na Sibéria.

A questão da tentativa de golpe de Estado em Belarus tem relação estreita com a ofensiva sobre a Rússia por parte do bloco político imperialista europeu. A maior parte da economia da Europa Oriental é estatal, uma herança do período soviético, o que significa um obstáculo para os monopólios imperialistas. Como parte da estratégia imperialista, o golpe de Estado tem por objetivo pôr um governo satélite, de forma que seja possível avançar no cerco militar ao território russo, assediado permanentemente pelas tropas da Organização Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Mesmo com o fim da Guerra Fria e da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), a Rússia é um dos principais obstáculos para o domínio total do imperialismo sobre o planeta. Putin, um político nacionalista burguês, não permite que os monopólios dominem integralmente o país. Estes são ávidos por se apropriar dos recursos naturais dos russos, em especial as fontes de petróleo e gás.

Navalny, propagandeado como um opositor político de Putin, é um político fantoche do imperialismo mundial. O imperialismo mundial precisa passar a ideia de que há presos políticos e assassinatos comandados por Putin na Rússia, para justificar sua ofensiva em nome da democracia e dos direitos humanos.

Acusações abstratas de ditadura e violações de direitos humanos fazem parte do arsenal político do imperialismo, que busca passar a imagem de “democrático”. Na Colômbia, um dos países mais servis ao imperialismo na América do Sul, são assassinados centenas de opositores políticos, militantes dos movimentos sociais e do partido político Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC), dezenas de massacres são cometidos contra a população pobre e camponesa. Contudo, não se vê em um único veículo da imprensa capitalista a caracterização do país sul-americano como uma ditadura que assassina seus opositores.

Os dois países  principais países do bloco europeu, Alemanha e França, querem criar uma espécie de Juan Guaidó russo para tentar contrapor ao governo de Vladimir Putin. A ideia é criar um governo satélite que permita o controle integral da economia russa por parte dos monopólios imperialistas.

 

 

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