Primeiro atira, depois pergunta: polícia mata policial em Fortaleza, ele era negro

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Na última terça-feira (28), mais um caso deixou claro o modus operandi da Polícia Militar. No caso em questão, se deu pela morte propriamente de um policial. O fato aconteceu em Fortaleza, no bairro Parangaba. O policial trabalhava no Batalhão de Policiamento Turístico da cidade. Cabo da PM, Paulo Alberto Marques Albuquerque teria reagido a um assalto que ocorreu na região. Estava à paisana, porém o mesmo portava sua arma e com isso foi relatada a reação do mesmo, onde fez disparos contra os suspeitos do assalto.

Ao ouvir os tiros disparados, o Policiamento Ostensivo Geral (POG), se dirigiu até o local na tentativa de localizar os suspeitos, uma vez que se aproximaram do local e avistaram Paulo vindo em direção a viatura e que logo portava uma arma, prontamente os policiais dentro da viatura dispararam contra ele sumariamente. Até então nada de diferente na atuação da PM, e é isso que deve ser explanado aqui; esse é o perfil da instituição responsável pela morte de milhares pelo país afora, e o caso do policial morto em particular, já que representava o alvo principal da policia militar: era negro.

É o famigerado “primeiro atira, depois pergunta”, o policial foi atingido e morto pelos demais companheiros de “profissão” que, somente depois, se deram conta da situação. Isto é, sabendo  que isso, foi o que se apurou e foi mostrado até o presente momento. Ao se tratar do aparato de repressão do estado que mais mata no país, é possível se esperar o pior cenário.

É preciso lutar contra a máquina de matar do Estado, mortes que são executadas de maneira indiscriminada contra a população negra do país cotidianamente.