Ano perdido para a Indústria
Primeiro ano de Bolsonaro é um ano perdido para a indústria
Após tombo de -6,6%  no ano de 2016, ano do golpe, com a retirada do PT do governo. Singela recuperação em 2017 e 2018, a produção industrial volta a cair, -1,3%.
Ano perdido para a Indústria
Primeiro ano de Bolsonaro é um ano perdido para a indústria
Após tombo de -6,6%  no ano de 2016, ano do golpe, com a retirada do PT do governo. Singela recuperação em 2017 e 2018, a produção industrial volta a cair, -1,3%.
Bolsonaro e Paulo Guedes
Bolsonaro e Paulo Guedes

O primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro está perdido para a indústria.

Após tombo de -6,6%  no ano de 2016, ano do golpe, com a retirada do PT, a produção industrial ensaiou modesta recuperação de 2,5% em 2017 e 1% em 2018, após três anos em queda.

Em 2014 e 2015 a produção também recuara, -3,2% em 2014 e -8,3% em 2015.

No acumulado em 12 meses até julho de 2019, a produção voltou a cair, -1,3%. “Não há sinalização de que esse movimento será revertido”, avalia o economista Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi.)

“O ano de 2019 será de estagnação no setor e o risco de haver queda no saldo do período não é desprezível. Não há sinalização de que esse movimento será revertido”, afirmou nesta terça-feira, 3, Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), ao jornal Valor Econômico.

A variação negativa da indústria nos últimos três meses deve-se ao ramo da transformação, diz. Parte do recuo na indústria se deve à crise na Argentina. A queda das exportações do Brasil para o vizinho vai além dos automóveis, principal produto.

“Toda a exportação da cadeia automobilística tem sido afetada, pneumáticos, motores, autopeças dentre outros insumos”, exemplificou. Também ouve recuo dos intermediários para a indústria de alimentos e têxtil. Tudo Isso explica a baixa de 0,5% na produção de bens intermediários.

Mas, “É o mercado interno que impede que a indústria dê um passo à frente”, finaliza Cagnin.

Retomada do crescimento passa pela melhora do investimento

No período de abril a junho, a taxa de investimento no Brasil foi de 15,9% do PIB, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na quinta-feira (29/08/2019). O resultado permanece aquém do que o Brasil precisaria para retomar um crescimento no longo prazo e segue abaixo do pico de 21% em 2013, durante do governo do PT.

Esse pífio nível de investimento, 15,9%, também é inferior ao que é investido nos países emergentes, informa GloboNews e o portal G1, em

O maior destino de exportação de produtos industriais, a Argentina, compra 40% menos. Por outro lado, o rendimento médio do brasileiro recuou 1% no trimestre último.

Exportações desabando. Consumo interno patinando. Socorrer-se em retomada industrial pelos possíveis investimentos do governo Bolsonaro, melhor esquecer: Os investimentos públicos em 2020 do governo do golpe serão de apenas 19,360 bilhões de reais, o menor nível de investimento da história, segundo o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues.