Biden, o favorito dos negros?
Segundo lideranças estaduais da campanha de Bernie Sanders na Carolina do Sul, o distanciamento do candidato com a população afro-americana se tornou um obstaculo nas primárias
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Sanders
Debate das primárias democratas em Charleston, Carolina do Sul. 25/02/2020. Foto: Matt Rourk/AP |

No final de fevereiro Bernie Sanders estava no auge de sua campanha. Tinha acabado de ganhar em Nevada e estava no topo da corrida presidencial pelo partido Democrata. Nas pesquisas feitas pelos jornais americanos o senador aparecia como favorito nos estados com a maioria da população negra. No entanto, na Super Terça (3) o resultado das primárias o resultado seria ao contrário.

Quando as primárias se aproximaram de Estados como a Carolina do Sul, por exemplo, alguns assessores da campanha de Sanders naquele estado sentiram a insegurança. Segundo Donald Gilliard, vice-diretor político do estado para o jornal The Washington Post “eu sabia que nossa campanha não havia feito o trabalho necessário” para ele a estratégia de campanha era “voltada para progressistas brancos”, tinha deixando para trás os eleitores negros.

Sanders construiu uma forte base eleitoral entre brancos da classe trabalhadora e latinos, e apostou que sendo vitorioso ou saindo forte nas primarias nos três primeiros estados como Iowa, em New Hampshire e em Nevada dos quais não tem muitos eleitores negros, Carolina do Sul e outros estados com maioria de afro-americanos ele levaria facilmente. Porém não foi assim, muitos afro-americanos se sentiram desconectados dele.

Outro representante do estado que atuou como co-presidente de Sanders na Carolina do Sul Ivory Thigpen disse ao The Washington Post “na cultura afro-americana, a comunicação não verbal e a linguagem são enormes” e que isso nunca foi o forte de Bernie, acrescentou. Eles e outros responsáveis pela campanha no estado criticaram os funcionários da campanha nacional, por não anunciarem mais agressivamente na televisão e rádio preto contra outros candidatos mais ligados a extrema-direita, e oportunidades perdidas de trazer Sanders para o confronto com lideres e eleitores negros.

Para os dirigentes nacionais da campanha como Nina Turner co-presidente nacional da campanha Sanders e que é negra, viaja com o candidato e o apresentava em comícios como o melhor para os negros no país, culpou os dirigentes estaduais por perder na Carolina do Sul para Joe Biden que recebeu o apoio de 61% contra 17% de Sanders, para eles deveriam ter cuidado melhor da campanha local enquanto ela, o candidato e outras autoridades importantes “tinham que se concentrar no país”.

Outra surpresa que a equipe de Bernie Sanders teve foi a velocidade com que os outros candidatos do partido Democrata se uniram atrás de Biden. Para um diretor de comunicação da Carolina do Sul Hayes em entrevista por telefone para The Washington Post, ele sugeriu que o fraco desempenho de Sanders se devia a crença dos eleitores de Biden era mais elegível contra o Donald Trump.

As primárias na Carolina do Sul foram decisivas para o jogo virar. Alguns dias depois, Biden levou a maioria das corridas da Super-Terça, incluindo outros estados do sul com grandes populações negras. No entanto apesar do discurso mais voltado para a classe trabalhadora do país, faltou para Sanders políticas mais energéticas e diretas ligadas aos movimentos negros no país, o que se acrescenta a falta de percepção do candidato da divisão racial e social que faz parte historicamente da luta do povo preto no Estados Unidos.

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