“Preto é folgado e vive de Bolsa Família”: as ofensas de uma coxinha racista contra um vizinho

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Ocorrido mais um caso de racismo, que serve claramente para demonstrar como pensa a classe média que apoiou o golpe e deu espaço para o avanço de setores mais obscuros da direita fascista e daqueles que propriamente se sentiram a vontade para tal diante do cenário. A situação se deu no estado do Paraná, especificamente em Maringá – terra do juiz Sérgio Moro, o Mussolini de Maringá – como uma verdadeira representante do que há de mais pérfido perpassado pela figura do juiz em sua terra natal, uma vizinha coxinha fez ofensas racistas contra moradores vizinhos no condomínio Iguaçu II, localizado no bairro de Cidade Nova.

A mulher, a princípio, reclamava de um dos vizinhos vítima das ofensas, Nilson Lucas Dias de 26 anos, que é psicologo e mestrando na Universidade Estadual de Maringá. A queixa se deu por uma suposta acusação de que o vizinho estaria invadindo sua vaga de estacionamento ao estacionar sua bicicleta de maneira irregular, segunda a vizinha. Com isso, a autora das ofensas, que é fisioterapeuta e antes prestava serviços ao hospital universitário de Maringá, sem nenhuma contenção ou constrangimento disparou as mais horríveis ofensas contra Nilson e sua irmã, também moradora do condomínio.

Foram feitas gravações durante o momento em que a mesma ataca de maneira grotesca os dois moradores, além do discurso totalmente contrário a população negra, sendo ela representante da maioria da população brasileira. Uma das frases usadas pela vizinha racista, “preto é folgado e vive de Bolsa Família”, faz jus ao discurso da extrema-direita que é extremamente antipopular e em suma a maior inimiga da população negra do país.

Foi registrado boletim de ocorrência, e o caso foi encaminhado para investigação. Sabe-se que muitos ainda acreditam na via jurídica e institucional como meio de resolução para o racismo, mas é preciso ter claro que este não é o caminho, essas instituições são grandes participantes na opressão do povo negro, demasiadamente quando se trata da criação de mais leis repressivas, que são preferencialmente usadas em primeiro lugar contra os negros. Por isso, é necessário que a luta contra o racismo seja travada na prática pela população negra organizada politicamente contra o avanço de setores obscurantistas, e para pôr fim a opressão que é referendada pelo Estado burguês.