Siga o DCO nas redes sociais

Senado
Pressão da direita: Senado recua na reforma eleitoral
Bolsonaro ainda precisa sancionar a lei até quatro de outubro, data limite para que esteja vigente para as eleições de 2020.
davi-alcolumbre-04-1.jpg-1
Senado
Pressão da direita: Senado recua na reforma eleitoral
Bolsonaro ainda precisa sancionar a lei até quatro de outubro, data limite para que esteja vigente para as eleições de 2020.
Presidente do Senado em sessão. Foto: Reprodução.
davi-alcolumbre-04-1.jpg-1
Presidente do Senado em sessão. Foto: Reprodução.

Após uma articulação e pressão por parte da direita, o Senado acabou por recuar sobre a reforma eleitoral e desistiu de votar o afrouxamento das regras eleitorais. Ainda no fim da última terça-feira (17), segundo o relator do projeto, Weverton Rocha (PDT-MA), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), somente as regras sobre o fundo eleitoral poderão ser aprovadas. Qualquer outra alteração no texto será rejeitada.

Ainda na última terça, foi convocada uma sessão extraordinária da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, após a sessão, o texto vai foi o plenário do Senado. O projeto voltou para a Câmara e uma possível votação estava programada para quarta-feira (18), a fim de que o presidente golpista e fascista Jair Bolsonaro tenha tempo e condições de sancionar a lei antes de 4 de outubro, data limite para que a regra possa estar vigente já para as eleições de 2020.

O presidente do Senado, Alcolumbre, ainda afirmou que: “Em acordo com líderes partidários, o PL que define novas regras eleitorais segue agora para a CCJ, em sessão extraordinária. Os senadores pretendem corrigir o texto aprovado pelos deputados. O valor do financiamento de campanha será mantido e as demais regras serão rejeitadas”. Para o relator do projeto, há um acordo entre os partidos políticos que prevê o fundo eleitoral do próximo ano no mesmo valor deste ano, R$ 1,7 bi.

Essa pressão da direita para que não haja afrouxamento das regras eleitorais objetiva, principalmente, manter os privilégios dos partidos de direita em relação ao fundo eleitoral.