Masmorras modernas
Prisões são verdadeiros depósitos de pobres e negros, que são torturados diariamente. É preciso libertar o povo destes campos de concentração
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
4tPL6prisoes_superlotadas
Prisões são depósitos de pobres e negros | Foto: Reprodução.

No município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, já completam-se cinco dias de greve de fome, nesta sexta-feira 9, realizada pelos detentos do Presídio Regional e da Penitenciária Estadual de Santa Maria (PESM). A movimentação dos apenados pede a volta das visitas, que estão suspensas desde março, por motivo de coronavírus.

Por enquanto, nenhum detento precisou ser transferido e a manifestação seguia pacífica. Uma nota técnica divulgada em plano da Secretaria de Administração Penitenciária (Seapen) prevê que as visitas nos presídios gaúchos podem ser retomadas a partir do dia 15 de outubro.

A manifestação extrema dos presidiários, uma greve de fome, é um ato que simboliza o desespero dos detentos diante do sistema penal e das condições desumanas em que eles são submetidos, especialmente durante a pandemia. A privação de ver um familiar em momentos como esse é inclusive um método de tortura psicológica.

Não é segredo a política genocida do governo Bolsonaro contra a população carcerária, pois ele mesmo teve sua gestão presidencial fraudulenta denunciada mundialmente por negligenciar a situação da pandemia do covid-19 nos presídios do Brasil.

O documento apresentado há alguns meses alertava para uma “catástrofe iminente”. Segundo o mesmo havia um aumento da contaminação entre os presos de pelo menos 800% desde maio, chegando ao início de junho com 2.200 casos oficiais, considerando sub-notificação o número pode ser muito maior, já que, como o documento revela, somente 0,1% dos presos foram testados e o governo Bolsonaro sempre fez questão de esconder os números reais, assim como os governos de direita estaduais.

Atualmente, o sistema comporta mais de 800 mil almas, e ninguém sabe, ao certo, quantas pessoas estão infectadas. Somados aos processos fraudulentos, com provas forjadas pela própria polícia, é gigantesca a quantidade de pessoas presas injustamente. As mesmas pessoas que, agora, sofrem com a pandemia do coronavírus, que se alastra dentro das cadeias brasileiras.

O sistema penal é uma pena de morte para o detento. Seja pela situação corriqueira das prisões, sujas, lotadas, seja pela pandemia, ou mesmo pela tortura e execução dos presos, como foi visto no caso do massacre do Carandiru, em 1992.

É preciso libertar já todos os presos não violentos, provisórios ou doentes, pelo fim das masmorras modernas!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas