Preso político e perseguido: Lula não pode nem escolher seus próprios advogados

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A candidatura de Lula é o que mais tem causado arrepios na direita golpista ultimamente. A mera possibilidade de ver o maior líder popular do país eleito traz uma cadeia de reações agressivas e desesperadas da burguesia. Dessa vez, uma juíza de primeira instância resolveu impedir que Gleisi Hoffman trabalhasse como advogada de Lula.

Segundo o despacho da juíza Carolina Lebbos, membros do Legislativo devem ser proibidos de exercer a advogacia em defesa de Lula. A justificativa seria que os advogados têm livre acesso aos seus clientes – e, portanto, Gleisi estaria tendo livre acesso ao ex-presidente Lula, permitindo que ele orientasse a Direção do Partido dos Trabalhadores.

O que Lula discute com seus advogados não é do interesse do Judiciário. Se o ex-presidente quer discutir política com sua advogada, que discuta! O que não pode ser impedido, de forma alguma, é que o ex-presidente, como qualquer cidadão, tenha o direito de escolher seus próprios candidatos.

O despacho da juíza, que incluiu ainda a cobrança de 31 mihões de reais do ex-presidente Lula como parte da pena imposta no caso tríplex, é mais um abuso do Judiciário golpista. O objetivo é claro: não se trata de “fazer Justiça”, mas sim de perseguir o maior líder popular do país.