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Ex-presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estão assinando interpelação a ser encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo que o presidente fascista e ilegítimo Jair Bolsonaro esclareça o caso envolvendo a morte de Fernando Santa Cruz (pai do atual presidente da OAB, Felipe Santa Cruz) nas mãos dos agentes da ditadura militar, em 1974.

“Há violação e crime de calúnia cometido ao falar as acusações”, declarou o ex-presidente da Ordem, Cezar Britto.

A ação, que será protocolada pelo próprio Felipe Santa Cruz, já foi assinada por Britto, Marcus Vinicius Coelho, Ophir Cavalcante, Marcelo Lavenére, Roberto Busato, Reginaldo Oscar de Castro e Roberto Batochio. Eles serão advogados de Santa Cruz na ação.

Bolsonaro desferiu um claro deboche contra a memória de Fernando Santa Cruz, então membro da organização de esquerda Ação Popular. Na segunda-feira (29), o político golpista, provocando o presidente da OAB, disse: “Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele.” E acrescentou: “Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar nas conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco e veio desaparecer no Rio de Janeiro.”

Depois, também em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que Santa Cruz foi morto pela própria Ação Popular, uma clara mentira, uma vez que os próprios documentos oficiais comprovam que ele foi assassinado pelo Estado brasileiro.

No mesmo dia, a OAB divulgou uma nota de repúdio destacando que Bolsonaro atentou contra a memória dos mortos pelo regime militar, particularmente a de Fernando Santa Cruz, atingido por “manifestações excessivas e de frivolidade extrema” do presidente ilegítimo.

“A diretoria, o Conselho Pleno do Conselho Federal da OAB e o Colégio de Presidentes das 27 Seccionais da OAB repudiam as declarações do Senhor Presidente da República e permanecerão se posicionando contra qualquer tipo de retrocesso, na luta pela construção de uma sociedade livre, justa e solidária, e contra a violação das prerrogativas profissionais”, conclui a nota da OAB.

O movimento feito da OAB, embora não surta resultado prático relevante, demonstra a indignação da maior parte da sociedade, da classe trabalhadora e de setores cada vez mais amplos da classe média, contra Bolsonaro. Essa indignação, se reunida apenas no terreno institucional, não surtirá grandes efeitos, uma vez que as instituições golpistas estão, de modo geral, alinhadas com a política de Bolsonaro. É preciso que ela seja organizada no terreno concreto que é o social, as ruas, pelas entidades de vanguarda da classe trabalhadora e dos oprimidos, levantando a palavra de ordem Foro Bolsonaro para uma grande mobilização que coloque abaixo o governo golpista.

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