Futebol sem povo
Presidente do Senado Federal se mobiliza para colocar em pauta lei para criação de clubes-empresas. Isto significa entregar a cultura popular aos capitalistas.
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Rodrigo Pacheco, o homem que quer prostituir o futebol brasileiro. | Foto: Reprodução
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Rodrigo Pacheco, o homem que quer prostituir o futebol brasileiro. | Foto: Reprodução

Mal sentou-se na cadeira da presidência do Senado Federal, o bolsonarista Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já se prepara pra entregar aos capitalistas uma das maiores riquezas do povo brasileiro, o futebol nacional.

O novo presidente do Senado começa a se movimentar para colocar em pauta o projeto do “clube-empresa”, empacado na casa desde novembro de 2019, quando foi a aprovado pelo relator Pedro Paulo (DEM-RJ).

Pacheco já é, de muito tempo, um agente dos que querem entregar, de vez, o futebol brasileiro. Anteriormente, o senador por Minas Gerais já havia apresentado uma proposta bastante parecida, que criaria uma nova modalidade de clubes, a chamada Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), uma das maiores, se não a maior, das culpadas pelas desgraças ocorridas no futebol brasileiro, vê com bons olhos a proposta de Rodrigo Pacheco. Assim como já escraviza a seleção brasileira, certamente os cartolas da CBF esperam que a criação dos clubes-empresas seja mais uma maneira de tirarem algum lucro pessoal.

A criação de clubes-empresas deixará o futebol cada vez mais elitizado e longe das massas. O objetivo dos capitalistas é retirar qualquer resquício de democracia nos clubes brasileiros e entregá-los, de mãos beijadas, para os capitalistas parasitas.

Se a proposta de clube-empresa avançar, os clubes de massa deixarão de pertencer ao povo e tornar-se-ão brinquedos dos capitalistas, como ocorre no futebol da Inglaterra, da Itália e nas ligas esportivas da América do Norte. O objetivo dos capitalistas é sugar até a última gota de lucro que for possível, deixando os torcedores à margem de tudo.

As torcidas devem se mobilizar contra esta proposta de destruição do futebol nacional. Para o brasileiro, o futebol é muito mais do que um esporte, é um elemento vital da cultura popular nacional. O futebol está na maneira de pensar e agir do brasileiro. Portanto, entregar o futebol brasileiro aos capitalistas é a expropriação da cultura popular pela burguesia parasita.

Futebol de clubes-empresa é futebol sem povo, um futebol morto e para poucos. É mais do que necessário lutar imediatamente contra isto.

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