Debate no DCM
Em debate sobre ” Revolução Brasileira e stalinismo”, Rui Pimenta, editor do Jornal Causa Operária evidencia o que foi o stalinismo
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Ständige Freundschaft mit Stalin.
Josef Stálin | Foto: Reprodução

O canal progressista Diário do Centro do Mundo organizou um debate “Revolução brasileira e stalinismo “, que contou com a presença do jornalista Breno Altman, do youtuber PCB Jones Manuel e do presidente do PCO e editor do Jornal Causa Operária, Rui Costa Pimenta.

O Evento contou com grande audiência, despertando interesse nas redes sociais. O tema que poderia parecer uma mera curiosidade história, tem sido um “tema quente”, provocando muitas controvérsias na atualidade, que ficou patente na acalorada discussão no chat do debate no canal do Youtube do DCM. Além do mais, uma “onda” neostalinista no Brasil tem se propagado nos últimos meses, devido em parte ao fato do cantor Caetano Veloso em um programa de entrevistas na TV Globo, ter declarado que não era mais um “ liberaloide” , após a leitura do intelectual stalinista Dominique Losurdo, sugerida por Jones Manuel.

O debate promovido pelo DCM serviu para evidenciar os contornos enganosos dessa discussão. Enquanto Breno e Jones, procuraram defender o “legado” de Stálin, ainda que tentando se desvencilhar do stalinismo,  Rui Costa demonstrou os equívocos dos “argumentos” difundidos e das falsificações históricas utilizadas pelo stalinismo.

Neste sentido, Rui Pimenta ressaltou o fato que “neostalinistas” ou admiradores (ainda que “críticos”) do personagem Stálin não apresentarem o debate do ponto de vista concreto, a partir de fatos históricos, mas sim, da mitologia criada pelo próprio Stálin e pela máquina de propaganda do stalinismo. Para uma apreciação correta do que foi o stalinismo e do papel desempenhado por Stálin é preciso primeiramente desmontar os mitos difundidos pelo stalinismo.

Na sua exposição inicial, Rui Costa Pimenta ressaltou que o stalinismo, enquanto fenômeno histórico e movimento político, enquanto tal não existe mais, uma vez que o stalinismo estava vinculado a burocracia soviética, que dominou a ex-URSS, mas na medida em que não existe mais a URSS, não existe a base social e política para stalinismo.

Sobre a relação entre o  stalinismo e a revolução brasileira, Rui destacou como claramente abrangida na política stalinista adotada pelo PCB de defesa da “revolução por etapas”, que indicava a subordinação da classe trabalhadora a burguesia nacional.

Na sua intervenção Breno Altman afirmou que concordava com a crítica proferida por Rui em relação a adoção pelo stalinismo brasileiro do “etapismo”, mas apesar de procurar a existência de uma corrente propriamente stalinista, em diversas ocasiões no debate, procurou alimentar os mitos stalinistas, apresentam Stálin, “ apesar dos erros” como o responsável pela vitória da URSS na II Guerra Mundial e pela posterior expansão revolucionária pós guerra. Em geral, na medida que o debate evoluiu, Breno Altman defendia com mais ênfase o “ legado de Stálin”, apresenta que seria um erro fazer uma crítica “ moral” ao stalinismo, devido os métodos brutais usados por Stálin.

Por sua vez, Jones Manuel procurou ainda mais que Breno Altman negar sua vinculação ao “ neostalinismo”, o que pese o fato, que através de um discurso no estilo “marxiano”, universitário, apresentou as teses de Losurdo, que (segundo ele não seria propriamente um autor stalinista), mas justificaram plenamente o stalinismo em seus livros.

O debate pela complexidade do tema, e pela intensa campanha de desinformação não conseguiu esgotar integralmente a discussão. De qualquer forma, ficou patente a profundidade da crítica trotskista ao stalinismo, como Rui Costa Pimenta ressaltou a análise de Leon Trotsky foi a única que conseguiu caracterizar de um ponto de vista marxista o caráter histórico e as bases sociais do stalinismo, apresentando isso ainda nos anos iniciais da constituição do stalinismo na década de 1920.  Além do mais, respondendo a questão da apreciação “ moral” sobre stalinismo, o editor do Jornal Causa Operária afirmou que a crítica do PCO não é por conta do uso da violência em abstrato, uma vez que o uso da violência em defesa da revolução pelos bolcheviques é plenamente justificada, a questão que a violência promovida pelo stalinismo em diferentes ocasiões tinham o caráter contrarrevolucionário, para defender os privilégios da burocracia.

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