Racismo
Capitão do mato, Sergio Camargo, explicita novamente seu interesse em deturpar a história da libertação dos negros, em especial o exemplo de auto defesa dos quilombos
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Sergio-Camargo-
Stephen e Calvin Candie em cena de Django Livre |

Dando prosseguimento ao projeto de aprofundamento do racismo no Brasil, a nomeação do capitão do mato, Sérgio Camargo, à presidência da Fundação Palmares é um dos meios encontrados pelos golpistas para atacar a população negra no Brasil. Insatisfeitos em atacar de modo letal a população negra, Bolsonaro e seus capangas agora buscam outra frente para agir concomitante ao genocídio, ou seja, o ataque à história da população negra, em especial às batalhas travadas por quilombolas pela libertação dos negros em benefício de um entendimento fantasioso de um ato de benevolência da princesa Isabel, quando na verdade a luta dos negros colocava em xeque o sistema escravagista.

Parece coerente que os fascistas tentem invalidar a auto defesa dos oprimidos, como foi o caso do Quilombo dos Palmares. Afinal o escancaramento da ditadura iniciada em 2016, a consequente intensificação dos ataques ao povo negro e o exemplo venezuelano de auto defesa dos trabalhadores colocam em xeque a postura pacifista que a esquerda cultiva e tem evidenciado que a única maneira de enfrentar o fascismo é devolvendo a violência à direita. Ou seja, o exemplo de Zumbi é pavoroso para o fascismo pois mostra negros reagindo aos seus algozes.
A essa altura, a nomeação ou não desse capitão do mato ao cargo é indiferente, ou alguém espera que sua exoneração resulte na nomeação de um militante comprometido com a luta dos negros? Não cabe ao campo progressista ser somelier de ministros e secretários, pois na melhor das hipóteses Bolsonaro nomearia um capitão do mato com discurso polido.

A anulação da eleição de 2018 é a maneira mais prática de colocar algozes como Witzel, Doria, Zema e Bolsonaro fora do poder conquistado tão somente através de fraude. Ao mesmo tempo, a auto defesa armada do povo negro no campo e na cidade contra os ataques da polícia militar e outras instituições de “segurança” invariavelmente comprometidas com a dominação burguesa e racista desde tempos longinquos é a assimilação do legado de Zumbi dos Palmares que Bolsonaro tenta apagar a todo custo.

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