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O genocídio continua…
Presidente bolsonarista da Funai anula demarcação de Terra Indígena
Estratégia criminosa da FUNAI se aproveita da crise do COVID-19 e da não mobilização da esquerda, para impor uma medida autoritária e atacar brutalmente os indígenas do Paraná.
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O genocídio continua…
Presidente bolsonarista da Funai anula demarcação de Terra Indígena
Estratégia criminosa da FUNAI se aproveita da crise do COVID-19 e da não mobilização da esquerda, para impor uma medida autoritária e atacar brutalmente os indígenas do Paraná.
Terra indígena atacada / Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo/Divulgação/Funai
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Terra indígena atacada / Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo/Divulgação/Funai

As terras indígenas no Oeste do Paraná são alvos históricos dos latifundiários. Os conflitos nesta região se acentuaram desde o Golpe de Estado de 2016, e principalmente após as eleições fraudulentas que elegeram o fascista Jair Bolsonaro. Os originários da Terra Tekoha Guasu Guavirá, com 24 mil hectares nos municípios de Altônia, Guaíra e Terra Roxa, estão em uma constante luta para legitimar a demarcação de sua terra e sua sobrevivência. Os povos Avá-Guarani e Guarani Mbya da região enfrentam um combate diário a violência com intuito de expulsá-los dali. 

As tentativas institucionais para demarcar suas terras são sempre interceptadas pela política coerente com as vontades da burguesia no judiciário, e na própria Fundação Nacional do Índio (FUNAI), favorecendo os governos municipais e os tubarões capitalistas, como a Itaipu Binacional. Esses que pretendem lucrar dando continuação ao genocídio dos povos originários. 

No Diário Oficial da União, foi publicado hoje, dia 26 de março de 2020, a Portaria 418 da FUNAI, que declara a nulidade do processo administrativo de identificação e delimitação da Terra indígena Tekoha Guasu Guavirá. Instaurado em 2009, o agora inválido procedimento de demarcação da Funai, foi anulado devido a reclamação do Município de Guaíra, por sua Procuradoria Jurídica, o qual entende que não lhe foi assegurada a devida participação em todas as fases do procedimento. Basicamente, 11 anos jogados do procedimento legal da identificação das terras e da luta dos nativos jogados no lixo.

Assinada pelo presidente fascista da Funai, Marcelo Augusto Xavier da Silva, a decisão da justiça golpista não foi simplesmente por causa de uma desorganização burocrática. Na realidade, é uma estratégia criminosa e anticonstitucional que se aproveita da crise do COVID-19 e da não mobilização da esquerda, para finalmente validar mais uma medida autoritária, e acabar de vez com a esperança da delimitação e do respeito aos Avá-Guarani e Guarani Mbya daquelas terras. É importante ressaltar que nos conflitos em torno dessa região, a burguesia e sua laia não se importam em serem descaradas, já proibiram manifestações, inclusive com repressão policial e já assassinaram indígenas dessas terras, anulada a demarcação desses territórios como terra indígenas, essas violências só aumentarão, mais um vez legitimadas pelo judiciário e o governo burguês. A proteção dos povos indígenas só será possível com a queda do Presidente fascista e de todos os representantes da burguesia no poder, essa, por sua vez só ocorrerá com uma intensa mobilização e organização popular. Não é a hora de ficar em casa lavando as mãos. A esquerda precisa agir em torno do Fora Bolsonaro e todos os golpistas!