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Pela terceira vez, após o golpe de estado no Brasil, através do Impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o movimento sindical, liderado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) está anunciando a realização de uma greve geral no dia 19 de fevereiro deste ano.

A greve geral convocada pela CUT junto com outras “centrais sindicais” (a maioria das quais está abertamente contra uma paralisação e defende apenas manifestações de protesto) está sendo chamada como alternativa de luta para se opor a votação da lei golpista da “reforma” da Previdência, marcada para ser votada no Congresso nacional golpista a partir do dia 19 de fevereiro.

No entanto, é preciso se opor a ideia errada de que essa convocação de greve se trata de uma verdadeira greve geral.

O que a maioria dos dirigentes sindicais chama de greve geral, não passa de uma dia de passeatas e atos no país e no máximo, se os trabalhadores aderirem ao chamado, a um dia de paralisações, na véspera de uma votação no parlamento brasileiro.

O Congresso golpista brasileiro se mostrou totalmente insensível a esse tipo de manifestações e vem aprovando medidas e leis contra o povo, apesar de dezenas de centenas manifestações que os movimentos sociais já fizeram após o golpe de estado.

Foi assim na lei que liquida com a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), na lei da terceirização em massa, no mega ajuste fiscal do golpista Temer etc.

A “reforma” da Previdência  que entrega a previdência pública para os banqueiros só não foi aprovada ainda, pois há conflitos internos no interior do próprio bloco golpista, mas tudo indica que o governo golpista está trabalhando para comprar e chantagear os deputados dissidentes, e não vai ser apenas com atos, passeatas ou paralisações de um dia que vão intimidar os golpistas.

É preciso unificar a luta contra esta e outras “reformas” com a luta contra o golpe de estado e o conjunto do regime golpista que as impulsiona e que se prepara para entrar em uma nova etapa, ainda mais reacionária, por meio da prisão de Lula.

Contra esta ofensiva e contra o golpe de conjunto, é preciso uma ampla mobilização da classe trabalhadora e uma verdadeira greve geral, convocando os trabalhadores a paralisar suas atividades por tempo indeterminado, sob a base de reivindicações concretas e reais, pode confrontar os golpistas em sua política de ataque aos direitos dos trabalhadores.

Os atos, manifestações e paralisações parciais como a convocada para o dia 19 de fevereiro tem que ser usadas para o processo de mobilização e aglutinação da classe trabalhadora brasileira para uma verdadeira greve geral.

Os trabalhadores precisam ser esclarecidos que os golpistas que assaltaram o poder político no país estão aí para escravizar a classe operária nos moldes do início do capitalismo, como o aumento da jornada de trabalho, redução salarial e retiradas de direitos conquistados na força.

Somente uma luta duradoura e consequente contra os golpistas, que pode ser travada através de uma greve geral por tempo indeterminado é capaz de botar um freio na sanha golpista e colocar os interesses e reivindicações dos trabalhadores para serem respeitados.

Nesse sentido, a  CUT (Central Única dos Trabalhadores) principal organização sindical da classe trabalhadora para organizar uma greve geral, não pode se aliar a quem não quer lutar, e apoiou o golpe no país, pois tem relações umbilicais com os interesses patronais, a exemplo da Força Sindical.

A Força Sindical foi criada pelos patrões da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo) justamente para impedir que os  trabalhadores se unificassem em uma única Central Sindical.

A Força Sindical é dominada pelo deputado federal, Paulinho Pereira, o Paulinho da Força, elemento patronal e golpista, que votou em tudo no Congresso Nacional contra os trabalhadores, a começar pelo golpe, Impeachment , reajuste fiscal, “reforma” trabalhista etc.

A greve geral tem que ser organizada com os setores que querem lutar contra o golpe, colocando abaixo todas as suas medidas golpistas, e isso tem que começar pela luta em defesa de Lula, impedindo o golpistas de colocá-lo na cadeia.

 

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