Preparar já uma uma gigantesca mobilização contra a cassação do registro de Lula

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Logo depois da combativa mobilização no ato de registro da candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, com a participação de dezenas de milhares de pessoas, a direita intensificou seus ataques, sabendo que não tem a menor possibilidade de disputar e vencer no voto o candidato apoiado pela quase totalidade das organizações dos explorados do País.

Duas horas após o registro, ainda a tempo de ser divulgado no famigerado Jornal Nacional, da TV Globo golpista, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge – indicada para o cargo por Michel Temer -, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a impugnação (questionamento) da candidatura de  Lula à Presidência da República. O recurso, assim como outros que deverão ser apresentados até o dia 20, serão analisados pelo ministro Luís Roberto Barroso, vice-presidente do TSE e relator do pedido de registro, ferrenho defensor da prisão de Lula e do golpe de estado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao mesmo tempo o Ministério Público Federal (MPF) golpista apresentou à Justiça uma série de questionamentos sobre o número de advogados cadastrados para defender Lula e contra o comportamento de Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso na superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, desde 7 de abril, buscando restringir as visitas ao ex-presidente e impedir que o candidato à presidência faça pronunciamentos públicos, diretamente ou através de terceiros. Um dos alvos dos “questionamentos”, destacados pelos procuradores, é a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, habilitada legalmente como uma das advogadas de Lula. Cinicamente, o MPF alega que Gleisi visita Lula com “frequência incomum”, que ela estaria impedida do exercício da advocacia, por ocupar cargo parlamentar, e querem que ela seja impedida de atuar como advogada no caso de Lula.

A situação evidencia que não estamos diante de uma campanha eleitoral, mas de um verdadeira guerra, na qual os golpistas tem como arma principal, impedir a candidatura de Lula, condição sine qua non para realizar eleições fraudulentas (sem Lula) que permitam dar a “vitória” a um candidato do regime golpista, comprometido com os interesses do imperialismo norte-americano, os verdadeiros “donos do golpe”: destruir a economia nacional e promover o maior retrocesso nas condições de vida do povo brasileiro de todos os tempos.

O ato no TSE, do dia 15, mostra o enorme potencial e disposição de luta presentes entre o ativismo da esquerda, dos trabalhadores e da juventude e de suas organizações de luta; ao mesmo tempo, impulsiona um claro sentimento de que é possível lutar e derrotar os golpistas.

A tarefa é impulsionar esta perspectiva, deixando para trás a perspectiva de derrotas de conciliação e entendimento com os golpistas, os planos traidores dos defensores do “plano B”, de abandonar Lula e apresentar uma candidatura aceitável para o regime nascido no golpe de estado, que sirva para ser derrotada e eleições fraudulentas, que sirvam apenas para legitimar um novo governo golpista, que intensifique os ataques contra os trabalhadores.

É o momento de fortalecer os comitês de luta em todo o País, os quais tiveram um papel decisivo na mobilização do último dia 15 e – há muito – na manutenção da luta contra o golpe. Multiplicar os comitês nos locais de trabalho, estudo e moradia. Organizar campanha de coleta de recursos, fazer listas, publicar materiais de divulgação etc. por em marcha uma gigantesca mobilização nacional que tenha como eixo imediata realização de uma manifestação gigantesca na data do julgamento da cassação de Lula pelo TSE.