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a extrema-direita conspira
Preparando o golpe militar
A possibilidade de um golpe militar ou um autogolpe volta a pairar sobre o Brasil diante do agravamento da crise política
golpemilitar
a extrema-direita conspira
Preparando o golpe militar
A possibilidade de um golpe militar ou um autogolpe volta a pairar sobre o Brasil diante do agravamento da crise política
Fonte: Brasil 247
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Fonte: Brasil 247

Com medo das mobilizações que certamente chegarão ao Brasil no próximo período é incontestável que a direita e a extrema-direita se preparam para o enfrentamento.

As seguidas declarações do núcleo bolsonarista e agora do seu ministro da economia em defesa de um novo AI-5; a Medida Provisória enviada pelo Executivo e em tramitação na Câmara que trata do excludente de ilicitude para as operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e a utilização dessas operações na repressão de eventuais manifestações e processos de reintegração de posse no campo, são ações que podem ser interpretadas como uma política defensiva por parte dos golpistas, mas podem, também, significar que o bolsonarismo e as Forças Armadas tenham chegado a uma conclusão sobre a necessidade de um golpe militar diante do agravamento da crise política que varre a América Latina.

O que está acontecendo na Bolívia, Uruguai e também no Brasil mostram que o imperialismo não está disposto a recuar e buscar um acordo com o nacionalismo burguês, como fez diante da reação popular à primeira onda neoliberal no final do século passado e início deste.

Nesses países foi e é patente que a alternativa da extrema-direita é levar às últimas consequências os golpes de Estado. Cada um a seu momento, Bolsonaro, Camacho e Guido Manino no Uruguai, são a expressão de uma etapa de enfrentamento e não de distensão política.

Um outro fator que agrava a situação de conjunto é a deterioração da economia mundial e a expectativa de uma nova crise da dimensão ainda maior do que a de 2008, o que aumentará ainda mais o tensionamento da luta de classes.

É por isso que os acontecimentos do Brasil não se dão por acaso. A defesa do AI-5 por um ministro civil, a omissão dos militares diante da polêmica gerada tanto pelas iniciativas de Bolsonaro como sobre o “novo AI-5”, apontam para um movimento de conjunto. Mostram que uma conspiração está sendo gestada dentro do governo.

Diante dessa situação não é possível esperar 2022 com a ilusão que uma eleição é capaz de derrotar o golpe no Brasil. O momento é muito crítico. A crise que toma conta da América Latina tem uma única causa: a política de terra arrasada do neoliberalismo. É por isso que as massas estão nas ruas enfrentando a repressão. É por isso que é preciso levantar o povo brasileiro e impulsionar ainda mais a luta de todos os povos oprimidos para derrotar o imperialismo. 

A única saída para a esquerda é chamar o povo às ruas. É defender a luta aberta pela derrubada de Bolsonaro. É levar a discussão sobre o problema da direita, do fascismo, do golpe de Estado como uma realidade que tem que ser combatida pelas massas nas ruas, não com uma política de conciliação com a burguesia, pela pacificação da crise com um acordo, muito menos com a ilusão nas eleições.