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Desde o último dia 29/12, a cidade de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte está sendo praticamente ocupada por tropas do Exército. A presença destas tropas foi solicitada pelo governo do Estado do RN, sob o argumento de que estas seriam imprescindíveis para conter uma onda de violência (assaltos, arrastões, assassinatos) que teve como estopim a greve de policiais que se iniciou no último dia 18/12 no estado.

A presença das tropas mudou a cara da cidade. Para quem mora em Natal, há uma semana não há como sair de casa sem esbarrar com veículos do Exército desfilando pelas avenidas, entre o trânsito. Nas praias, cartões postais da cidade, lá estão os blindados verdes estacionados ao lado dos calçadões à beira-mar, tendo à sua frente de seis a oito soldados postados, armas à mostra, de olhos fixos para a população que passa. Ao lado dos shoppings centers, em frente aos parques públicos, andando pelas pontes sobre o rio Potengi, nos bairros de classe média e também nos subúrbios, onde moram os trabalhadores, lá estão eles: soldados, muitos deles bastante jovens, todos de armas empunhadas, em seus jeeps, rovers, blindados, a trafegar pela cidade.

Porém, não se pode dizer que a presença ostensiva de militares seja algo absolutamente novo em Natal, já que uma das maiores bases militares norte-americanas existentes fora dos Estados Unidos (a Parnamirim Field) foi construída nesta cidade na segunda guerra mundial. Foram os militares norte-americanos que em seis meses construíram a primeira via expressa da cidade, a Parnamirim Road, redesenhando toda a cidade, de maneira que a configuração atual de Natal foi realizada nesta época. O término da guerra não ocasionou uma desocupação imediata da cidade pelos estrangeiros, e a base de Parnamirim só foi entregue definitivamente ao Brasil mais de um ano após o fim do conflito, porém a presença militar se manteve em Natal, com a chamada Barreira do Inferno (centro de treinamento da aeronáutica) e os diversos batalhões e vilas militares espalhados por toda a cidade.

Sendo assim, parece bastante apropriado que esta verdadeira ocupação urbana realizada pelo Exército tenha sido pensada para ocorrer justamente em Natal. Na verdade, o argumento do caos, utilizado pelo governo do estado para convocar o Exército, nada mais é do que um pretexto para criar um clima de medo entre a população, e para que esta se “acostume” (no caso de Natal, para que “volte a se acostumar”) com a presença cotidiana dos militares. Isso porque a situação de violência não mudou com a presença dos militares nas ruas da cidade. A própria imprensa burguesa aponta que os índices de assaltos e demais atos violentos se mantiveram os mesmos após a chegada das tropas.

É emblemático também o fato de que a solicitação do governador foi endereçada diretamente ao Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Sérgio Westphalen Etchegoyen (aberto defensor da ditadura militar), e não ao Ministro da Defesa Raul Jungmann.

A presença de militares em Natal deve ser entendida como uma preparação para o golpe militar, um exercício das tropas, que ora se organizam para uma intervenção, dado o nível de crise do regime golpista.

A ocupação da cidade de Natal pelos militares deve acender a luz vermelha para intensificar a luta contra o golpe, denunciando os planos dos militares que querem retirar Lula do jogo político e estabelecer um regime de força para destruir de maneira absoluta os direitos básicos da população brasileira.

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