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Preparação para o golpe: militares irão decidir quem será o primeiro escalão das polícias no RJ
Preparação para o golpe: militares irão decidir quem será o primeiro escalão das polícias no RJ

Com o avanço do golpe, os processos de intervenção militar se intensificam. Assim como no Rio Grande do Norte, no Rio de Janeiro os militares/golpistas, de maneira ágil, começam a tomar posse de vários cargos importantes. Assumir a segurança pública é o primeiro passo para a atuação militar iniciar em outros setores importantes. Nessas medidas, o golpe militar se consolida.

Nas polícias, Civil e Militar, de agora em diante, os ocupantes dos cargos terão que ser aprovados pelo secretário de segurança, e também general do Exército, o golpista Richard Nunes. Para que as nomeações sejam efetivadas, Walter Braga Netto, general de confiança do interventor federal, irá averiguar os candidatos a Chefe de Estado Maior da PM e subchefe de polícia.

Os responsáveis pelas indicações são: o comandante da polícia militar, Luís Laviano e o chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa. Ambos foram escolhidos na ultima terça para suas funções. A cerimonia de posse de Rivaldo ocorrerá dia 13 de março, às 10h, na Cidade da Polícia, Jacaré, Zona Norte do Rio de Janeiro. Já Laviano será no dia 14, às 16h, no Batalhão e Choque, centro do RJ.

Para que os candidatos indicados possam ser efetivamente recrutados, é preciso que possuam “ficha limpa”, ou seja, idoneidade, bem como não responder processos judiciais.

Segundo pedido feito pelo delegado David Anthony, titular desde 24 de janeiro, secretário da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (SEAP), ao interventor Braga Neto, este exonerou sete diretores e quatro subdiretores nesta quinta.

Segundo a nova administração do SEAP o momento é de “dar um choque de gestão”. Sabe-se muito bem o que significa isso. O choque nada mais é do que os militares atuando de maneira direta, escolhendo quem vai ou fica, de acordo com seus interesses. O Rio é apenas o começo do que ocorrerá em outros estados caso não haja uma ampla mobilização e luta contra o golpe e contra a intervenção militar.