Aglomerações
Com mais de trinta mil mortos e atividades econômicas todas liberadas no Estado Dória se diz “preocupado” com aglomerações em praias
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O governador do Estado de São Paulo, João Doria, participa do programa Três em Um na rádio Jovem Pan. Local: São Paulo/SP Data: 03/04/2019 Foto: Governo do Estado de São Paulo
Dória libera atividades econômicas em todo o Estado mas se choca com as aglomerações em praias | Foto: Reprodução / Governo do Estado de São Paulo

Em coletiva de imprensa na tarde da última segunda-feira (31), o governador de São Paulo, João Doria se referiu ao grande movimento de pessoas nas praias paulistas, demonstrando aparente “preocupação com as aglomerações promovidas” e cobrando das prefeituras locais punições e oferendo auxílio para aumento do policiamento e repressão.

O Estado de São Paulo é o maior atingido pela pandemia do coronavírus, com mais de trinta mil mortes notificadas. Doria inicialmente foi considerado um governador a serviço da “ciência”, muito avançado e se contrapondo a política de Bolsonaro de deixar o povo brasileiro morrer feito gado. Mas logo foi desmascarado em sua posição de “fique em casa e use máscara”. Nada fez pela população, buscou reprimir e culpar o povo pela disseminação do vírus, buscando somente conter a pandemia pelo número de leitos disponíveis no Estado, o que de nada adiantou para evitar tantas mortes. A recomendação de testagem em massa e isolamento adequado foi ignorada por Doria. Com o avanço da doença já no sexto mês e a pandemia sem dar sinal de queda, liberou a abertura de quase todas as atividades econômicas acabando com a farsa do “isolamento” no Estado, para beneficiar alguns poucos empresários.

A falsa preocupação de Doria em relação ao coronavírus é tão ridícula que vem cogitando a tempos o retorno as aulas presenciais de quase onze milhões de alunos, canceladas desde março, mesmo sabendo que as escolas não possuem a menor condição de atendimento e promoveria um genocídio ainda maior do que já vem ocorrendo da população.  Ensaiou várias tentativas de retorno, todas frustradas a menor análise mais atenta das condições reais e frente a pressão de comunidades escolares e pais de alunos. Fora o movimento do transporte público, que tem sido um verdadeiro crime contra o trabalhador de São Paulo, funcionando em horários reduzidos provocando superlotação e risco quase certo de contaminação.

A crítica do governador ao movimento nas praias, seria digno de riso em uma situação menos dramática. Partindo de quem promove um cenário de abandono tão devastador como Doria e todos os golpistas que governam o país no momento, contudo, é a imagem da demagogia que reina nos círculos do regime político vigente, incapaz de fazer qualquer coisa em benefício da população mas sempre rápida na hora de jogar para o povo a responsabilidade pela política de ataques conduzida pela direita.

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