A favor da matança
Declarações de nova representante da UNICEF indicam o caráter assassino da burguesia, querendo arriscar vidas no pico da pandemia.
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Reabertura das escolas é política genocida da burguesia. | Foto: Reprodução
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Reabertura das escolas é política genocida da burguesia. | Foto: Reprodução

O Brasil é um dos países com o maior tempo de suspensão de aulas presenciais, mas também o terceiro do mundo em número de casos de coronavírus (mais de 4,5 milhões) e segundo em mortes (136,9 mil).

A pandemia do coronavírus tornou-se um cenário insustentável de extremo descaso do governo federal golpista em que o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro (sem partido) nunca se interessou em tomar medidas de controle, sanitárias, testes e quarentena para a população.

Nesse sentido, Bolsonaro sempre seguiu ordens da burguesia internacional, a mesma que deu o golpe em Dilma em 2016, para fazer pouco caso da ”gripezinha” que causou um genocídio mundial.

Órgãos de propaganda do imperialismo

Uma prova dessa orientação mundial é, por exemplo, a insistência de órgãos imperialistas como OMS (Organização Mundial da Saúde) e agora UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) em confundir a população.

A OMS já fez uma série de lambanças durante o decorrer da pandemia, entre eles podem ser citados:

Afirmação de que os casos assintomáticos de Covid-19 não transmitem o vírus, altamente contestado por dezenas de especialistas; o coronavírus será como a gripe espanhola, acabará em 2 anos; as máscaras são apenas para uso de idosos e grupos de risco; dizer que a vacina russa Sputnik V não é confiável para assim defender os monopólios privados farmacêuticos,etc.

Os porta-vozes do grande balcão de negócios que é o comitê burguês materializado o pelos governos capitalistas, como diria Marx, hoje ”alertam” de que que a reabertura das escolas deve ser prioridade no processo de retomada das economias.

Florence Bauer, representante da UNICEF quer voltar às aulas

Para Florence Bauer, franco-alemã nova representante do Unicef no Brasil, priorizar a retomada das aulas presenciais significa ter um planejamento de investimento financeiro na educação, reorganização escolar e proposição de ações pedagógicas para recuperar as aprendizagens.

“É fundamental que a reabertura seja feita com diálogo com toda a sociedade. A volta vai exigir um comprometimento de todos, por isso, é importante que todos, professores, alunos funcionários, se sintam seguros e saibam o seu papel para evitar o contágio dentro da escola”, disse ela, ignorando que na prática não há nenhum diálogo, apenas uma tentativa de forçar a reabertura na marra, a força do desejo popular, que é em sua maioria contra.

Bauer em entrevista ainda cita a OMS, risos, que segundo ela preparou um documento com orientações sobre como fazer essa volta às aulas de acordo com a situação epidemiológica.

Num geral, a posição da porta-voz do UNICEF precisa ser claramente vista dentro dessa situação de calamidade que a burguesia procura impor uma política de reabertura da economia e de fim do isolamento social em todos os lugares. Mesmo em países em que a crise está muito longe de estar controlada, caso do Brasil, a quarentena – que nunca existiu para a maior parte da população – está com os dias contados.

Reabertura é genocídio

Se depender da burguesia imperialista, toda a classe trabalhadora será assassinada com a finalidade de manter os lucros de suas empresas. É preciso lutar contra essa situação e procurar impor um programa de interesse do proletariado para o combate ao coronavírus.

É preciso exigir uma quarentena para toda a população, com o governo dando condições financeiras para que as pessoas possam ficar em casa. No Brasil, torna-se urgente a luta pelo “Fora Bolsonaro e todos os golpistas”, que estão colocando em prática a política de reabertura da economia para botar toda a população nas ruas e pôr suas vidas em risco.

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