Prefeitura tucana de SP abandona ciclovias e ciclistas protestam

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Da redação – Desde que o PSDB assumiu a Prefeitura de São Paulo, fica cada vez mais visível o abandono, a precarização e a diminuição no número das ciclovias instaladas na cidade, implementadas na gestão do petista Fernando Haddad.

Na última terça-feira, dia 14, o secretário municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo, João Octaviano Machado Neto, esteve junto a ciclistas e especialistas do ramo numa reunião realizada na Câmara Temática da Bicicleta (CTB), dentro do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp), e mostrou pouca disposição para aprofundar o debate sobre a questão do número de acidentes, da manutenção das ciclovias existentes e da instalação de novas vias, o que poderia garantir maior segurança aos condutores e valorizar a diversificação do transporte urbano.

O secretário da CTB, Sasha Tom Hart, criticou a posição desidiosa do secretário, destacando que “… nós, ciclistas, temos pressa. Mais do que o plano cicloviário, temos uma situação muito complicada que, nas ruas, quem pedala vê o abandono das ciclovias e também a retirada, sim, de algumas ciclovias”.

Hart solicitou que o secretário estivesse presente na próxima reunião a ser realizada, e invocou a Lei de Acesso à Informação para ter acesso aos estudos técnicos elaborados pelas autoridades de trânsito da Prefeitura, pois, segundo ele, em 17 reuniões já feitas na CTB, os detalhes nunca foram divulgados para serem postos em discussão.

Em contrapartida, Octaviano não confirmou sua presença na próxima reunião, e não assegurou qualquer acesso às informações solicitadas. Apenas disse que: “Não é questão de sim ou não. Não vou responder o que acham que tenho que responder ou que querem que eu responda. Vou responder o que tenho e não o que vocês querem”.

Neste momento, um dos ciclistas presentes contestou o secretário, falando que: “Estamos morrendo e o senhor não faz nada. Essa é a marca da sua gestão”, ao que Octaviano respondeu: “Essa é a sua opinião. Estamos na democracia e você fala o que quiser”.

Os ciclistas também se insurgem contra o plano das ciclorrotas, que extinguem as faixas exclusivas de ciclistas para deixá-los posicionados entre os carros apenas com sinalizações de solo, o que aumenta o risco de acidentes e mortes.