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Patrimônio entregue ao capital

Prefeitura de SP demole o famoso Tobogã do Pacaembu

Direita, anti-povo, demole patrimônio histórico e cultural do futebol brasileiro

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Tobogã, ala popular do estádio do Pacaembu – Julio C. S. Bueno

Iniciou hoje pela manhã a demolição de um setor de arquibancadas do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o famoso Estádio do Pacaembu. Verdadeira Meca do futebol paulista, palco de finais e jogos históricos, “o seu, o meu, o nosso Pacaembu” hoje inicia o processo de desfiguração e elitização de sua estrutura, pondo abaixo o famoso tobogã para dar lugar a um prédio que mais parece um shopping center e nada tem a ver com a história do local.

Entregue pela política golpista do PSDB, representada pelo ex-prefeito Bruno Covas em setembro de 2019, o Pacaembu, lar das torcidas e um dos mais importantes estádios do futebol brasileiro, terá menos espaço para o povo, e virará um prato cheio nas mãos dos capitalistas que receberam a benção de lucrar com esse patrimônio histórico tombado pela cidade de São Paulo.

Como sempre, a direita golpista usa o argumento “super-trunfo” de sempre para entregar de mão beijada o patrimônio do povo aos interesses da burguesia e do imperialismo: “a manutenção dá prejuízo, melhor privatizar”. Para dar mais credibilidade à operação criminosa, antes a direita costuma sucatear o bem público, e com o Pacaembu não foi diferente. Em 2019, ano da entrega desse inestimável patrimônio histórico e cultural do povo brasileiro, o então prefeito Bruno Covas (PSDB) sabotou o sistema de iluminação do estádio, fazendo com que a CBF não permitisse a realização de jogos do campeonato brasileiro durante todo aquele ano. Manobra manjada da direita, mas que os golpistas nunca deixam de usar para empurrar privatizações goela abaixo em todos os setores. A imprensa burguesa, obviamente, dá cobertura.

Aparentemente, o consórcio Allegra Pacaembu, vencedor do edital, é formado por uma grande quantidade de mutretas tucanas. A empresa que lidera o consórcio, a Progen, tem como ex-diretor Sérgio Avelleda, que na época do lançamento do edital era nada mais nada menos que chefe de gabinete de Bruno Covas. Apontado como homem de João Doria (PSDB) no governo Covas, esse mesmo elemento foi responsável por indicar Eduardo Barella, dono da Progen, para o conselho da SPTrans.

A associação de moradores do bairro, Viva Pacaembu, vem se posicionando contra a demolição do tobogã e entrega do estádio nas mãos da iniciativa privada. A entidade entrou na justiça para impedir o crime alegando que Barella era conselheiro da empresa de transporte, mas não logrou êxito nessa empreitada.

Inaugurado em 1940, ano de nascimento do Rei Pelé, o estádio foi por 10 anos o maior do país, até a construção do Maracanã, no Rio de Janeiro. O famoso tobogã, conhecido pelos preços populares, logo, símbolo do caráter popular que possui o futebol brasileiro, foi construído em 1970 e hoje começa a ir ao chão. 51 anos de história das torcidas jogadas no ralo pela política golpista da direita para dar lugar a uma máquina de lucro privada.

Revoltada, a população é obrigada a assistir a mais um episódio da sanha neoliberal burguesa. Mais uma afronta a todo o povo brasileiro e sua história. Esse é o modus operandi da direita, essa mesma direita que parte da esquerda quer marchando ao seu lado de verde e amarelo nas manifestações pelo Fora Bolsonaro, fruto da organização e revolta popular contra esses mesmos elementos. É um verdadeiro escárnio que será combatido nas ruas com firmeza. Nada de direita “cheirosa”, “científica”, “civilizada”. Esses adjetivos não podem nunca ser associados a esses vagabundos desqualificados.

 

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