Luz verde para repressão
Essa política reacionária e ditatorial abre porta para o Estado reprimir a vontade, impôr o toque de recolher, sob forte violência policial
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alegrete
Entrada da cidade de Alegrete | Foto: Reprodução

Alegrete, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, decretou o famoso ”lockdown” para este fim de semana, a partir das 21h30 de sexta (24) até às 6h de segunda (27). O município possui 173 casos confirmados de coronavírus. Segundo o boletim oficial, com um total de 112 recuperados e 52 em acompanhamento, dos quais 46 estão em isolamento domiciliar e seis hospitalizados.

Nesta quinta, foram confirmados 13 novos casos: seis mulheres e seis homens, com idades entre 9 e 71 anos, e uma criança, que neste momento se encontram em isolamento. Segundo da Secretaria Estadual de Saúde, até a noite desta quinta, a cidade registra nove mortes pela doença e 162 casos confirmados. A incidência, conforme o Estado, é de 220,1 por 100 mil habitantes, e a mortalidade é de 12,2 por 100 mil.

A região está em bandeira laranja, uma classificação bizarra inventada pelo governador tucano direitista Eduardo ”Bolsoleite” (reafirmou seu apelido em recente entrevista na tv, em que salientou não se arrepender de seu voto em Bolsonaro) , e que também foi copiada por outros direitistas ”científicos” como o também governador do PSDB e fascista João “BolsoDoria”, na política de distanciamento social nos estados.

Segundo a administração, apenas hospitais, farmácias e postos de combustível poderão abrir no período. Em entrevista nesta sexta-feira, o prefeito Márcio Amaral (MDB) justificou a ação: ”queremos evitar que pessoas percam vidas.” E também aproveitou para criticar a política do governador psdbista: “Para mim esgotou este sistema de bandeiras do governo, da maneira que está sendo feito”, disse.

De acordo com o relato do prefeito, o município já aplicou quase R$ 600 mil de multas em comerciantes e pessoas físicas, em 4300 abordagens, mas mesmo assim houve um aumento significativo de casos confirmados de covid-19 no município. Ele diz que o lockdown no final de semana é uma medida com teor educativo, para que a população entenda que, se não houver cuidados, haverá medidas mais rígidas.

Mas será que tal medida com ”teor educativo” é realmente efetiva? Ou não se trataria nada mais nada menos que mais um estado de sítio, ou seja, uma porta aberta para uma ditadura escancarada, um sinal verde para a política reprimir a vontade a população, toque de recolher mediante violência estatal, etc?

A segunda opção é o mais provável. Diante disso é necessário que as organizações sindicais, os partidos, todas as organizações populares denunciem essa ação reacionário, ditatorial, e que não vai barrar a pandemia. Muito pelo contrário, se trata de mais uma medida para aumentar as mortes, ou seja, faz parte do genocídio.

Somente a movimentação popular nas ruas, com grandes atos por Fora Bolsonaro e todos os golpistas é que pode trazer reais condições sanitárias ao povo. E o lockdown é uma política para impedir os atos de rua. Está aí a contradição lógica em lutar a favor de vidas, sem uma política própria para salva-las de fato, isto é, sem defender uma campanha consequente pela derrubada dos golpistas.

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