Entrou em vigor a nova tarifa do transporte coletivo em Cuiabá (MT) no dia 2 de janeiro de 2018. A partir de então, o valor da passagem do ônibus, que era de R$ 3,60 – preço que já pesava consideravelmente na vida do trabalhador -, passou a ser de R$ 3,85.

O novo valor foi aprovado pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) no dia 28 de dezembro de 2017. Segundo a Arsec, foram realizados estudos que justificam o reajuste. No entanto, é preciso que não haja brecha para dúvidas: tais “estudos” já tinham resultado favorável ao aumento da passagem desde o início e foram feitos com o único objetivo de justificar mais esse ataque às condições de vida e trabalho do povo Cuiabano, o que mostra que, para a direita, o pobre além de ser carregado como gado tem também que pagar caro por esse tratamento.

O prefeito direitista Emanuel Pinheiro (PMDB) tenta agradar os Cuiabanos inaugurando pontos de ônibus climatizados, o que não passa de esmola, migalhas, se considerarmos que a classe trabalhadora embarca todos os dias em ônibus extremamente lotados, onde entrar é complicado e sair é ainda mais difícil, o que faz com que, mesmo naqueles que são climatizados, o calor frequentemente seja insuportável, principalmente em uma cidade como Cuiabá.

É preciso reagir a esses ataques da direita golpista as condições de vida da população da capital e também de outras cidades mato-grossenses, visto que o aumento da tarifa também ocorreu no município de Várzea Grande, governado por Lucimar Campos (DEM). É necessário organizar atos que não apenas protestem contra o aumento, mas que também denunciem o fato de que se trata da política de sempre da direita golpista, de ataque aos setores mais pobres da população.

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