Prefeito de São Paulo faz chantagem com trabalhadores e ameaça deixar a população sem transporte

Rodoviários aderem ao Dia Nacional de Mobilização contra a reforma da previdência em SP.

Em 7 de janeiro deste ano os trabalhadores da cidade São Paulo, sofreram mais um ataque oriundo da gestão desastrosa de Bruno Covas (PSDB), com o aumento do valor das passagens de transporte público, passando de R$4,00 para R$4,30. Outros seis municípios, na região metropolitana, também apresentaram elevação das tarifas: Francisco Morato (de R$4,20 para R$4,45), Barueri (de R$4,35 para R$4,50), Carapicuíba (de R$4,35 para R$4,50), Franco da Rocha (de R$4,35 para R$4,60), Diadema (de R$ 4,40 para R$ 4,65) e Santo André (de R$4,40 para R$4,75).

A ação da prefeitura de São Paulo, e os demais municípios da região metropolitana, é concomitante ao aumento apresentado pela gestão tucana, de João Dória, que está a frente do governo do estado, das tarifas de Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanas (CTPM). O valor passou de R$4,00 para R$4,30. Também houve, assim, reajuste da tarifa integrada (trem + ônibus), passando de R$7,21 para R$7,48.

Nessa quinta, dia 14,, a juíza Carolina Martins Clemencio Duprat Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública, deferiu uma liminar que suspende o aumento da passagem imposto pela prefeitura de São Paulo. A ação judicial é fruto de um pedido da Defensoria Pública do Estado, que aponta falta de parâmetro legal para medida da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte, além do reajuste da tarifa (7,5%) ser acima do índice da inflação (3,75%).

Em nota o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), expressa uma verdadeira chantagem aos trabalhadores. Segundo ele, além da prefeitura recorrer a ação judicial, como, caso seu pedido não seja atendido, o transporte público será cortado no dia 5 de dezembro, até o final do ano, uma vez que, segundo o direitista, não haveria verba para manter a circulação dos ônibus. Fica perceptível o verdadeiro ataque do tucano à classe trabalhadora. Para o sucessor do golpista João Dória (também do PSDB), a culpa é do trabalhador, devendo ele arcar com os altos custos, oriundos de uma gestão desastrosa que a direita vem realizando na capital paulista.

Bruno Covas nada mais é do que a continuação do desgoverno de João Dória. Fica perceptível a política da direita, em escala estadual, municipal e nacional: de ataque brutal aos trabalhadores. Nesse sentido é fundamental que a classe trabalhadora se organize em comitês de luta contra o golpe, realizando amplas manifestações populares, a fim de derrubar os golpistas que massacram seus direitos.