Mais um motivo para perseguir
Se tudo que a prefeitura de Londrina propõe contra o coronavírus é reprimir o povo, então a luta do prefeito, assim como de toda a burguesia, é contra o povo e não contra o vírus
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Foto: reprodução |
Enquanto a pandemia do coronavírus já matou mais de 20 mil pessoas oficialmente no Brasil, nenhum hospital foi construído. Máscaras, álcool em gel e remédios não são distribuídos à população, também não há testagem em massa. Os trabalhadores estão tendo seus salários reduzidos, etc.
Por outro lado, as iniciativas que os governos burgueses têm adotado para em tese combater o vírus, passam quase que exclusivamente pela restrição e retirada de direitos da população: o fique em casa sem nada concreto já se mostrou uma farsa, o auxílio emergencial que já é uma miséria corre o risco de ser reduzido a 200 reais, com o “lockdown” as pessoas não podem mais ir e vir sem antes dar justificativas ao estado e são perseguidos pela polícia fascista, e por aí vai.
A mais nova iniciativa de repressão que promete conter o contágio do coronavírus foi tomada pelo prefeito direitista de Londrina-PR, que nada mais é que a proibição de uso de narguilés, já alvo de proibições mesmo antes da pandemia. A medida ao mesmo tempo serve como resposta aos anseios da pequena-burguesia, que aplaude qualquer iniciativa de ataque ao povo disfarçada de medida contra o vírus, por mais irracional que seja, como proibir narguilés; serve ainda como pretexto para intensificar a  política fascista de perseguição à população com uso da força repressiva do estado burguês, e esse no final das contas é o real intuito destas medidas.
A intenção da burguesia com as proibição nunca foi de fato proteger a população, caso contrário estaria distribuindo máscaras ao invés de proibir andar sem elas, estaria garantindo renda para a população enfrentar a crise, e não reduzindo o salário dos trabalhadores; estaria dando trilhões de reais ao povo e não aos bancos. A deixa é usada pelo prefeito de Londrina, que com o pretexto da contaminação pela narguilé, ataca também a juventude. A juventude pobre então, têm sentido os efeitos da crise capitalista mesmo antes da pandemia, nunca tiveram acesso pleno a universidades públicas , que são quase exclusivas da burguesia; nem mesmo espaço para lazer, pois são expulsos, espancados, ou mortos pela polícia quando se reúnem para se divertir, exemplo disso é a chacina de Paraisópolis.
O  que o prefeito golpista de Londrina quer não é evitar que os jovens sejam contaminados usando narguilé, se assim fosse, sua preocupação sequer seria essa quando centenas de famílias na cidade sequer devem ter talheres para comer, ou mesmo comida para colocar no prato. Se tudo que a prefeitura de Londrina propõe contra o coronavírus é reprimir o povo, então a luta do prefeito, assim como de toda a burguesia, é contra o povo e não contra o vírus. Isto indica que a população e a juventude continuará sendo censurada, perseguida e atacada enquanto, graças a isso, o coronavírus mata o povo, fazendo mesmo um favor para a burguesia.
Começa com a proibição do narguilé, instauração de lei seca e afins, mas pode muito bem, e tende, a evoluir para medidas repressivas muito mais graves. Esta ofensiva da direita deve ser barrada pelo povo, pela juventude, pela classe trabalhadora e demais explorados que unidos deve obrigar o estado a tomar as medidas que efetivamente podem proteger a população e combater o vírus, além de exigir o fim da repressão.
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