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Matança da PM no Paraná
PR: Em seis meses de Ratinho bolsonarista, PM matou mais de 150
32% o aumento da Matança feita pela Polícia Militar no Paraná.
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Matança da PM no Paraná
PR: Em seis meses de Ratinho bolsonarista, PM matou mais de 150
32% o aumento da Matança feita pela Polícia Militar no Paraná.
1275 os mortos pela polícia bolsonarista do Paraná . Foto: Lula Marques/Agência PT
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1275 os mortos pela polícia bolsonarista do Paraná . Foto: Lula Marques/Agência PT

A PM matou 157 no primeiro semestre no Paraná. GAECO, Grupo de Atuação Especial de Combate ao crime organizado do Ministério Público do Paraná, contabilizou 157 mortes provocadas pela PM do estado, no primeiro semestre de 2019, informa folha de Londrina, em matéria de 25/09/2019.

Lidera o número de mortos pela PM, Curitiba, com 32 casos, seguido de Londrina com 25 mortos. Todos mortos por supostos confrontos, relata a reportagem.

Nesse suposto confronto, a reportagem relata 1275 mortos na população que teria se confrontado em embates com a Polícia Militar. Não é informado se nos supostos confrontos, além dos 1275 mortos, quantos policiais militares, ou se algum policial militar teria sido morto.

Confronto em que apenas um dos lados morrem, confronto não é. Execução sumária talvez seja a designação correta.

Quadro demonstrativo ilustra a reportagem, 247 os mortos pela Polícia Militar em 2015. 264, os mortos pela PM em 2016; 275 em 2017, e finalmente 327 em 2018. 32% foi a crescente matança de 2015 a 2018.

“Não estamos diminuindo, mas também não estamos aumentando” a matança pela PM, arrisca o coordenador da GAECO do Paraná, promotor Leonir Batisti, comentando o resultado dos 157 mortos pela PM no primeiro semestre, o segundo primeiro semestre mais letal, desde 2015, somente inferior a 2018.

Desde 2015, quando ocorreram 134 casos nos primeiros 6 meses do ano, os números tem leve oscilação e em seguida sobem. 156 em 2016, leve redução em 2017 para 144, estoura em 2018 para 175, pra nova oscilação pra menos, nos 157 de agora.

Ainda assim, os 157 dos primeiros 5 meses do governo bolsonarista Ratinho, é o 2º semestre de maior matança desde 2015.

Os dois mais recentes mortos pela PM, aconteceram nesta terça, 24/09 na localidade Reserva, Campos Gerais. No suposto confronto, como quase sempre acontece, nenhum policial morto. Tentativa de roubo de motocicleta foi o motivo suficiente para a execução pela PM do Paraná do governo Ratinho Jr.

Pena de morte não existe aqui. Existe para a Polícia Militar do Paraná. Tentativa de roubo de motocicleta é motivo suficiente para execução sumária dos dois chacinados nesta terça-feira no Paraná.

Todas as mortes provocadas pela PM são registradas pela Gaeco e repassadas as promotorias locais da matança ocorrida. Inquéritos são efetuados pela Polícia Civil. Os de maior repercussão, são investigados pela própria Gaeco. Além dessas investigações, ainda ocorrem os IPMs (Inquéritos Policiais Militares) na Justiça Militar.

Todos os processos são encaminhados ao Conselho Nacional do Ministério Público.

Apesar da imensa quantidade de inquéritos e investigações, o Gaeco não possui levantamento de como andam os 1275 casos ocorridos no Paraná desde 2015.

“Estamos tentando melhorar para reduzir o volume de mortes pela polícia”. “Descobrir o que houve ou não”, perplexo, assim conclui Batisti, coordenador do Gaeco.

“A crescente utilização de métodos mais violentos por parte dos criminosos aumenta o risco para os policiais em situação de embate”, corre o promotor Batisti para inocentar os PMs das matanças.

Não explica o cioso promotor como é que “a crescente utilização de métodos mais violentos por parte dos criminosos aumenta o risco”, para os policiais, se os mortos nunca são os policiais, como aconteceu nesta terça, 24/09, em que os mortos foram dois, e nenhum era policial militar.

O promotor acredita que sucessivos comandos da PM no estado, estariam expressando preocupação com a questão. Não é o que as estatísticas mostram.

Melhor acreditar no contrário. Matança generalizada da população é a política da polícia bolsonarista, seja no Rio de Janeiro, no Brasil, ou no Paraná.

Tal qual Witzel, tal qual Bolsonaro, Ratinho Jr., todos de mãos dadas no golpe, praticam a mesma política de segurança: extermínio da população pobre.

“Mirar na cabecinha” diz Witzel. “morrer igual baratas” diz Bolsonaro. Os aparelhos de repressão de todos os golpistas produtos da fraude eleitoral, praticam a máxima dita pelo presidente do golpe, “nada para construir para o nosso povo. Temos muito a desconstruir”. Fora Witzel, Fora Bolsonaro, Fora Ratinho Jr. Fora exterminadores da população pobre do Brasil.