Povo venezuelano está certo: defender Maduro de armas na mão, contra a direita e o imperialismo

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Da redação – A imprensa golpista brasileira, sempre em sua campanha propagandística e manipuladora contra o governo de Nicolás Maduro e a massa trabalhadora venezuelana, atacou novamente o chavismo tentando retratá-lo como um movimento de bandidos.

Matéria da Folha de S. Paulo (baseada em um despacho da agência AFP) acusa o povo chavista, “culpado” por defender o governo contra as frequentes e crescentes tentativas de golpe de Estado, patrocinado pelo imperialismo e seus regimes fantoches.

Movimentos populares organizados, chavistas, como os chamados coletivos motorizados (grupos de militantes em motocicletas e armados) saíram às ruas de Caracas ontem (07), em apoio à posse de Maduro, que foi eleito para seu segundo mandato e assumirá na próxima quinta-feira.

“Todo aquele que tem colhões, fuzil na mão, deve enfrentar. Somos combatentes, formados militarmente, armados para este conflito. Sem medo”, declarou o líder de um dos coletivos, Jorge Navas. “Nós dos coletivos não vamos negociar nunca”, disse outro chefe de coletivo, Valentín Santana.

Essa é a única maneira de combater o golpe da direita venezuelana promovido pelo imperialismo, através do Grupo de Lima e seus governos títeres dos EUA. O povo venezuelano, organizado em suas instituições de classe, tem consciência de seu papel e de que, se Maduro for derrubado por um golpe, o imperialismo e a direita neoliberal devastarão o país (o que pode ser feito por uma invasão para derrocar Maduro, como esses governos já admitiram).

O povo organizado e armado – como é o venezuelano – tem condições, e sabe disso, de derrotar os golpistas e levar adiante suas reivindicações, levando o governo nacionalista burguês a uma posição cada vez mais radical à esquerda e, dependendo da força dos trabalhadores, ultrapassando os próprios limites do nacionalismo burguês e impondo um verdadeiro regime revolucionário que exproprie a burguesia e os monopólios imperialistas que exploram a Venezuela.