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Governo quer auxílo de R$200
Povo sem auxílio morre de fome e Guedes diz: “a vida está boa”
Em reunião com empresários na última terça (19), o ministro neoliberal Paulo Guedes voltou a atacar o valor do auxílio emergencial e também os trabalhadores.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, participam de coletiva de imprensa no Palácio do Planalto
Governo quer auxílo de R$200
Povo sem auxílio morre de fome e Guedes diz: “a vida está boa”
Em reunião com empresários na última terça (19), o ministro neoliberal Paulo Guedes voltou a atacar o valor do auxílio emergencial e também os trabalhadores.
Foto: Foto: Marcello Casal Jr Agência Brasil
O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, participam de coletiva de imprensa no Palácio do Planalto
Foto: Foto: Marcello Casal Jr Agência Brasil
Da redação

Quando a crise econômica brasileira começou a se intensificar pelo Coronavírus, muito se questionava sobre como ficaria a situação de milhões de trabalhadores que com a paralisação da maioria das atividades no país ficariam sem trabalhar, como os autônomos, ou aqueles que já estavam sem renda, e também aqueles que já começavam a perder seus empregos em meio a uma crise econômica e de saúde. A solução encontrada pelo governo foi a aprovação do auxílio emergencial, inicialmente pensado pelo ministro da Economia Paulo Guedes para pagar três parcelas de R$200, porém, a seu contragosto, foi aprovado o auxílio no valor de R$600. O valor já é baixíssimo, uma verdadeira esmola, se considerarmos a realidade da maioria da classe operária que precisa pagar aluguel, água, luz, comida, isso se considerarmos apenas as necessidades mais básicas e mínimas de sobrevivência. O governo já começou a “pagar” a segunda parcela do auxílio para os trabalhadores, e a crise parece muito distante ainda de seu fim, o que mostra a necessidade da prorrogação do auxílio para os trabalhadores (aqueles que estão conseguindo receber é claro, pois ainda existem milhões de trabalhadores que não conseguiram a aprovação do benefício e também existem aqueles que nem conseguir acesso ao auxílio conseguirão).

Diante disso, o ministro Chicago-boy, defensor sem escrúpulos do neoliberalismo, comentou sobre a possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial, e voltou a atacar seus valores e principalmente, os trabalhadores. Em uma reunião na última terça-feira (19) com empresários (a população para quem ele realmente trabalha), o ministro declarou que “Se voltar para R$ 200 quem sabe não dá para estender um mês ou dois? R$ 600 não dá”, e ainda ofendeu os trabalhadores brasileiros ao declarar que “Se falarmos que vai ter mais três meses, mais três meses, mais três meses, aí ninguém trabalha. Ninguém sai de casa e o isolamento vai ser de oito anos porque a vida está boa, está tudo tranquilo. E aí vamos morrer de fome do outro lado. É o meu pavor, a prateleira vazia”. Sobre as desculpas da falta de dinheiro, enquanto entrega mais de um trilhão de reais aos bancos e grandes capitalistas, as declarações de Paulo Guedes só deixam claro qual é o plano do governo Bolsonaro diante da crise: deixar as pessoas morrerem de fome ou da doença que já matou mais de 19 mil brasileiros, segundo dados oficiais.

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Não há dúvidas que os planos do governo são de colocar toda a população de volta às ruas para correrem o risco de serem infectados e morrerem de Covid-19, e isso implica em muitas coisas. Se realmente o auxílio for estendido apenas para mais um ou dois meses e com o valor reduzido, a população não terá alternativa a não ser voltar ao trabalho para conseguir sobreviver, e isso levará como conseqüência mais pessoas expostas, mais pessoas infectadas, maior necessidade de leitos e consequentemente mais mortes, e a situação ainda dará margem para o governo colocar a culpa no povo porque não cumpriu quarentena, mas que opções esses trabalhadores tem? Como fazer quarentena se a fome dói mais do que o medo de se expor ao vírus?

Além de todos os problemas econômicos que o governo está colocando para os trabalhadores, com tendência de piora, existe ainda o problema do sistema de saúde a beira do colapso total, onde não há equipamentos de segurança, respiradores, leitos de UTI, e isso tudo pode ser potencializado se o número de casos aumentarem ainda mais com as pessoas tendo que retomar suas atividades normalmente como se nada realmente grave estivesse acontecendo, porque o governo não faz políticas que visam proteger o trabalhador e suas vidas, ou seja, estamos vivendo numa bomba relógio de caos social prestes a explodir.

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O problema do governo não está somente em Jair Bolsonaro, mas em todos aqueles que compõem seu desastroso governo, é de comum acordo entre eles que a população fique desassistida e sofra as conseqüências da crise de todas as maneiras possíveis, enquanto não medem esforços para defenderem grandes capitalistas e serem capachos do imperialismo, colocando a classe operária uma situação verdadeiramente desesperadora. A necessidade da derrubada do governo genocida de Jair Bolsonaro é cada vez mais urgente, e ela só será realmente possível com a mobilização dos trabalhadores em defesa de suas vidas e contra o fascismo e genocídio de sua classe.

 



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