Povo do Rio é contra a prisão de Lula: ampliar os Comitês de Luta contra o Golpe e realizar assembléias populares contra intervenção

É claro que a Globo golpista não mostrou, mas nos últimos dias, especialmente no carnaval, a maior festa popular da “Cidade Maravilhosa” e de todo o País, foram inúmeras as demonstrações de que a imensa maioria do povo do Rio de Janeiro e, principalmente, sua população pobre e a juventude estão contra a prisão de Lula e contra o regime golpista que surgiu da derrubada da presidenta Dilma Rousseff (que ganhou as últimas eleições no Rio).

Foram inúmeras as demonstrações nesse sentido. Desde os gritos de “fora Temer” Povo do Rio é contra a prisão de Lula: ampliar os Comitês de Luta contra o Golpe e realizar assembléias populares contra intervenção 1 que ecoaram em milhões de vozes, em centenas ou milhares de blocos, os grito de “Lula-lá” e “volta Dilma”, ouvidos na ocupação carnavalesca do aeroporto Santos Dumont, nas ruas da cidade e no desfile principal da Marquês de Sapucaí. As faixas colocadas nas entradas das comunidades da Rocinha, Juramento e outros, contra a prisão de Lula, cartazes impressos dos comitês de luta contra o golpe ou feitos à mão ostentados pelos foliões etc. E é claro, o glorioso e festejado em todo País, desfile da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti Paraíso do Tuiuti, nota: 10 1condenado a escravidão intensificada com o regime golpista e deixando claro que amplas parcelas do povo entenderam claramente (muito além de supostos intelectuais da esquerda pequeno burguesa) que o golpe foi uma operação de manipulação de setores poderosos da direita internacional (como as petrolíferas que agiram para derrubar e privatizar a Petrobrás e tomar conta do petróleo brasileiro à “preço de banana”) e nacional (como os monopólios dos meios de comunicação, como a Globo).

O povo pobre e trabalhador do Rio, está cada dia mais consciente de que o golpe aprofundou a crise no estado (que foi o que teve maiores índices de crescimento econômico nos anos que o antecederam), fazendo o desemprego disparar com centenas de milhares de demissões em áreas como a indústria petrolífera e a construção civil; a crise alcançar níveis nunca visto com o atraso nos salários de centenas de milhares de servidores no segundo Estado mais rico da federação. O povo carioca e fluminense viu também os golpistas se valerem desta situação para adotar uma política de rapina em relação ao Estado, buscando impor medidas de “ajustes” que apontam no sentido da entrega da economia para os tubarões golpistas, como no caso da privatizaão da Cedae (Cia. Estadual de Água e Esgotos), no aumento dos descontos da Previdência dos servidores públicos etc.

A revolta é grande. Para o povo do Rio, o golpe, o governo Temer e seus aliados no Estado (como o PMDB de Pezão, o governo Crivela e a Rede Gloobo) são inimigos e precisam ser enfrentados e Lula e os que lutam contra o golpe são aliados e precisam ser defendidos. Por isso mesmo o povo do Rio está sendo atacado com um estado de sítio, uma espécie de round do golpe militar que setores da direita querem dar em todo o País. A direita sabe que não tem e não terá apoio do povo trabalhador do Rio e, por isso, já estabeleceu que a intervenção no Estado vai até o final do ano. Isto significa que em caso de haver eleições, o segundo estado mais populoso do País e decisivo em qualquer processo eleitoral, teria que votar sob a mira dos fuzis, o que por si só já transformaria a eleição em uma fraude total e absolutaVillas Bôas deveria parar de dar pitaco na política e lembrar que é funcionário de Temer

As organizações operárias e populares, de luta da juventude, dos negros e a esquerda que luta contra o golpe, do Rio de Janeiro e de todo o País, de modo algum podem aceitar a imposição desta ditadura  contra o povo carioca e fluminense, que nada tem a ver com a questão da segurança pública, uma vez que as forças policiais e militares, não são ferramentas para promover segurança alguma para a maioria da população, mas são armas de repressão e guerra à serviço dos maiores inimigos do povo trabalhador do Rio de de todo o País.

É preciso organizar uma grande mobilização contra esta ditadura, contra a intervenção militar no Rio de Janeiro.

Para organizar e impulsionar esta luta, é preciso que a Frente Brasil Popular, a CUT, CMP, sindicatos e demais organizações de luta dos explorados que atuam no Rio, convoquem plenárias e assembléias populares para organizar a mobilização.

É urgente multiplicar e fortalecer os Comitês de Luta contra o golpe, pela anulação do imepachment, em defensa de lula e da democracia, unificando suas ações, principalmente nas favelas e bairros operários e na base das categorias de trabalhadores, escolas e universidades.

Convocar para o dia 19, dia nacional de lutas, um grande ato de protesto no centro do Rio, contra a intervenção e que os atos de todo o País, apoiem a luta do povo do Rio de Janeiro, contra os golpistas e contra a prisão de Lula.