Polarização crescente
O país está repleto de bases militares dos Estados Unidos que cooperam há décadas para exterminar qualquer oposição à extrema-direita
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Manifestante colombiano durante protestos na capital Bogotá | Foto: Twitter AJ+ (@ajplus)/Reprodução

Uma revolta popular teve início na Colômbia na última quarta-feira. A população da capital Bogotá saiu as ruas em protesto contra a repressão policial que, assim como no restante do mundo, tem se intensificado naquele país.

Durante os atos de rua a polícia matou 7 manifestantes de forma criminosa. A intenção do aparato de repressão foi enviar uma mensagem aos colombianos para que não se rebelem contra o governo de Ivan Duque, um títere implantado pelos Estados Unidos e mais um fantoche dos norte-americanos.

O ministro da Defesa da Colômbia, Carlos Holmes Trujilo utilizou o Twitter para “pedir desculpas por qualquer violação das leis nacionais” ou ainda “do desconhecimento dos regulamentos por parte dos policiais”. Um cinismo de alto nível.

A Colômbia é a maior ditadura do hemisfério sul. O país está repleto de bases militares dos Estados Unidos que cooperam há décadas para exterminar qualquer oposição à extrema-direita. Além disso, o país faz fronteira com a Venezuela e se tornou um cão de caça dos imperialistas para atacar a soberania do povo bolivariano.

Ambientalistas, líderes comunitários, camponeses, dirigentes sindicais, indígenas, políticos e ex-guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) – que virou partido político em 2016 após o acordo de paz assinado em Cuba – tem sido assassinados em plena luz do dia pelo exército colombiano e as forças policiais.

As recentes manifestações em Bogotá e região metropolitana tiveram início após o assassinato do advogado Javier Ordoñez, detido de forma violenta por policiais e atingido por incontáveis descargas elétricas; mesmo já imobilizado e sem mostrar resistência à prisão. Ele era acusado de “romper o isolamento social”.

Trujilo ainda disse que se trata de um “flagrante delito de abuso de autoridade e homicídio” e afirmou que a pasta da defesa irá afastar os policiais envolvidos no assassinato de Ordoñez para que não interfiram nas investigações. Da mesma forma ele apontou que as investigações seriam estendidas às demais autoridades policiais envolvidas no caso para checar se houve omissão ou ação indireta que colaborou com o ocorrido.

Os casos de mortes de civis já saíram dos sete na noite inicial dos protestos e chegaram aos 10. Uma mulher também foi atropelada por um ônibus na capital em meio às tensões políticas de rua.

Em suma, os fatos mostram que a situação política no país está crítica e se polarizando novamente. A Colômbia demonstra claramente o que é um Estado fantoche dos EUA, uma nação que assassina seu próprio povo e cujo governo, a serviço do imperialismo norte-americano, persegue os militantes de esquerda até seu completo extermínio físico e ideológico.

A capitulação das FARC, portanto, que entregou suas armas em 2016 ao Estado colombiano na tentativa de participar e ser aceito no circo eleitoral fraudulento do país, está cobrando um preço altíssimo sobre seus ex-militantes, simpatizantes políticos e população em geral.

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