HAMBURGUER_1
SHARE

Em ação criminosa da polícia, dois homens são executados em MG

Anterior
Próximo

"Toma de Bogotá"

Povo colombiano continua radicalizado nas ruas

Trabalhadores e jovens do país vizinho mantêm mobilização há mais de 40 dias e são um exemplo para o Brasil

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

Manifestantes entram em confronto aberto contra as forças de repressão – Foto: Reprodução

As mobilizações na Colômbia contra a ditadura de Iván Duque, que é um fantoche do imperialismo, principalmente norte-americano, já duram 41 dias. Os protestos têm tomado conta de todo país e de forma radicalizada. São dias e noites em que a juventude e os trabalhadores, camponeses e indígenas mobilizados, quando atacados pelas forças de repressão do Estado mais particularmente o Esmad – Escuadrón Móvil Antidisturbios -, durante as manifestações, o confronto acontece. 

As manifestações começaram em 28 de abril, quando milhares de pessoas tomaram as ruas para protestar contra a proposta de reforma tributária. Apesar do governo, ao ver as mobilizações, ter recuado na proposta, as manifestações continuaram e levantaram novas reivindicações. Como por exemplo a questão da desigualdade social, o desemprego, a violência policial, entres outras. A reivindicação central das mobilizações neste momento é pela derrubada imediata do governo do fascista Iván Duque e todo o regime neoliberal. 

O Comitê Nacional de Greve convocou para ontem (9), a grande tomada de Bogotá, tendo sido relatada mais uma intensa repressão do Esmad. Junto às manifestações na capital, outras cidades também viram grandes protestos. O motivo principal da “Toma de Bogotá” é a recusa do governo Duque de conversar com as supostas lideranças das mobilizações. É importante deixar claro que neste momento uma parcela das direções tenta acabar com a mobilização através de acordos com o governo, o povo colombiano não pode cair nessa, precisa aumentar a mobilização para derrubar Duque e todo o regime político reacionário do país.

Apesar de que estava marcada para começar as 10h da manhã, a Tomada de Bogotá começou bem mais cedo. Às 5 h da manhã o sistema de transporte TransMilenio já informava que vários locais da capital estavam bloqueados e outros com dificuldade de acesso. Às 6:30h a Secretaria do Governo de Bogotá informou que um grupo de indígenas tentou derrubar a estátua de Cristóvão Colombo, que está localizada na Avenida el Dorado. Próximo às 11h, já havia confronto entre membros da comunidade indígena Misak e o Esmad.

A imprensa burguesa e parlamentares de direita na Colômbia, como não poderia deixar de ser, estão contra os atos e as manifestações. Se utilizando da pandemia, dizem que os manifestantes são irresponsáveis e vândalos, por outro lado alegam que os bloqueios nas estradas do país estão gerando grave crise econômica, ou seja a burguesia sente pelos seus lucros. Segundo a BBC, um grupo de empresários está sintonizado com as reivindicações das mobilizações, mas espera que elas terminem logo para o país continuar a “crescer” – ou seja, seu “apoio” é meramente demagógico, para ficarem “bem na fita” diante da total impopularidade de Iván Duque.

A mobilização chamada de El Paro Nacional que entra no seu 42º dia são centenas de bloqueios e marchas ao longo de todo país. O grande número de mobilizações nessa quarta (9), se dá no marco da visita de uma missão internacional dos direitos humanos para investigar violações de direitos humanos durante a Greve Nacional. De acordo com os últimos números já foram 75 pessoas assassinadas pelas forças de repressão, mais de 1.300 vítimas de violência física, quase 2.000 pessoas presas arbitrariamente, 65 feridos no olho, mais de 25 denúncias de abuso sexual, e mais ataques “civis” (grupos de extrema-direita) contra manifestantes e centenas desaparecidos.

No entanto, os colombianos nas ruas são um exemplo a ser seguido. No Brasil devemos repetir isso, fazer mobilização radicalizada enfrentando a polícia, ocupando as cidades. A Colômbia segue a tendência continental à mobilização, como foi no Chile, Bolívia, Honduras, Haiti, Paraguai e como está sendo no Brasil. Isso certamente influenciou o povo brasileiro, e na medida que o Brasil também se insurge nas ruas, isso empurra os outros povos, inclusive o colombiano, a elevar o nível das mobilizações.

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

Diferentemente de outros portais, mesmo os progressistas, você não verá anúncios pagos aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos de maneira intransigente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Trabalhamos dia e noite para que o DCO cresça, se desenvolva e seja lido pelas amplas massas da população. A independência em relação à burguesia é condição para o sucesso desta empreitada. Mas o apoio financeiro daqueles que entendem a necessidade de uma imprensa vermelha, revolucionária e operária, também o é.  

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com valores a partir R$ 20,00. Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.