Insurgência na Bolívia
Em meio à tentativa de mais um golpe por parte do governo ditatorial de Áñez, a população boliviana toma as ruas e bloqueia pontos centrais.
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Bolivian Interim President Jeanine Anez takes part in a ceremony with the police in front of the Presidential Palace, in La Paz, Bolivia November 13, 2019. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Jeanine Áñez, golpista que assumiu o governo após a derrubada de Evo Morales | Créditos: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Em meio à tentativa de mais um golpe por parte do governo ditatorial de Áñez, a população boliviana toma as ruas e bloqueia pontos centrais. Já não é a primeira vez que a população se rebela contra o governo golpista. Áñez e seus asseclas, utilizando a crise causada pela pandemia como desculpa, impuseram mais um adiamento das eleições. Após uma semana de manifestações, chefes militares e policiais pediram, nesta segunda-feira, 10, uma trégua para diálogo.

Buscando um pretexto para endurecer a ditadura golpista de Áñez, o chefe máximo das Forças Armadas, general Sergio Orellana e o subcomandante da Polícia, general Ronald Suárez, apareceram com discurso pronto na imprensa e plantaram a calúnia como base para aumentar a repressão contra os manifestantes. Orellana disse que “nas redes sociais há filmagens de pessoas e grupos de pessoas com armamentos”. Isso é terrorismo e o terrorismo afeta diretamente a segurança do Estado”, complementou.

Por outro lado, dirigentes do Trópico de Cochabamba, no centro da Bolívia, informaram na noite desta segunda-feira, 10, que a passagem de tanques de oxigênio e ambulâncias nos pontos onde a população mantém bloqueios está garantida.

“Queremos esclarecer à Bolívia que a passagem normal de todas as ambulâncias ou tanques com oxigênio será autorizada de forma responsável”, afirmou Andrónico Rodríguez, dirigente do Movimento ao Socialismo (MAS).

Vale lembrar que, como manobra do governo ditatorial dos golpistas, esse foi o terceiro adiamento das eleições durante a pandemia que já contabiliza 3.640 mortes e 90 mil casos em um país com apenas 11 milhões de habitantes. Essa catástrofe social tem exasperado a população e empurrado as massas às ruas, como acontece desde a terça-feira passada, com a insurgência popular contra mais um adiamento das eleições pelo governo golpista de Áñez. Primeiro, fizeram uma greve geral, depois continuaram mobilizados nas ruas todos esses dias, com fechamentos de estradas, bloqueios e até enfrentamento com a polícia. É notório, portanto, que a crise é grande e o movimento popular está mobilizado.

Não há dúvidas que os bolivianos estão corretos em não aceitar o adiamento das eleições, que é uma manobra dos golpistas para ganharem tempo e verem se conseguem fraudá-las; isto porque o candidato favorito nas pesquisas é Luis Arce, do partido de Evo Morales (MAS), disparado na frente dos outros, então ele seria vitorioso, por isso o adiamento. O governo vem tentando, inclusive, impedir a sua candidatura e a votação dos movimentos populares, acusando-os de terrorismo, inclusive nessas manifestações. Os bolivianos tem mostrado que sabem na prática que eleições em meio a um golpe são uma fraude, apesar de toda a crença impulsionada pelas próprias lideranças capituladoras do MAS, como o próprio Evo Morales.

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