Primeiro deputado
Com 1,3% dos votos, o Chega conquistou uma cadeira no Parlamento, que será ocupada pelo líder do partido, André Ventura
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António Costa, grande vencedor das eleições de domingo em Portugal. Foto: PS/Portugal |

O resultado das eleições portuguesas pode turvar um pouco mais a visão da esquerda brasileira sobre uma saída eleitoral para a crise política. Olhando-se a votação mais de perto, no entanto, temos aí um novo sinal de alerta. O Partido Socialista, do primeiro-ministro António Costa, com 36,65% do total de votos, cresceu e saiu com grande vencedor das eleições, deixando a chamada “geringonça” para trás. O objetivo não declarado de obter maioria absoluta não foi alcançado, mas o PS já não dependerá dos dois partidos de esquerda menores para sustentá-lo no Parlamento, basta o apoio de apenas um deles agora, seja o Bloco de esquerda, que se manteve no mesmo patamar com 19 deputados, ou do Partido Comunista Português, que caiu para 12 cadeiras, cinco a menos do que na legislatura anterior.

Extrema-direita no Parlamento

A direita tradicional, representada pelo Partido Social Democrata (PSD) teve a pior eleição de sua história, com 27,9% dos votos e 77 cadeiras no Parlamento, 12 a menos do que as 89 conquistadas em 2015. O presidente do partido, Rui Rio, porém, não reconheceu o resultado como um fracasso, declarando que foi uma derrota muito menor do que o desastre que vinha sendo anunciado. A extrema-direita, contudo, é que deve chamar atenção no quadro geral dessas eleições: com 1,3% dos votos, o Chega conquistou uma cadeira no Parlamento, que será ocupada pelo líder do partido, André Ventura.

Embora seja uma votação pequena nesse momento, a entrada da extrema-direita no Parlamento é um fato novo desde o final da ditadura salazarista. Seguindo uma tendência generalizada no continente, a extrema-direita vem crescendo e agora já entra no vida parlamentar do País. Esse fato não deve ser subestimado.

Extrema-direita pode avançar, com muita demagogia

Em Portugal também a esquerda do regime político, com o PS, está profundamente ligada ao regime político, e já tem um longo histórico de implantação de políticas neoliberais. Embora isso tenha sido relativamente contido no último período, existe uma tendência também em Portugal de que a extrema-direita procure se aproveitar do fato de que ela possa aparecer, graças a muita demagogia, e graças a omissão da esquerda, como verdadeira oposição ao regime político da burguesia que comanda a União Europeia.

Em Portugal, como em toda a Europa, o problema que se coloca para a esquerda é abandonar o programa neoliberal. De modo que possa enfrentar a extrema-direita. Deslocando-se à direita, a esquerda estabelecida do regime fortalece também a própria extrema-direita. E diante da crise do capitalismo, a burguesia poderá recorrer a extrema-direita se sentir essa necessidade.

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